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sábado, novembro 03, 2018

Quem realmente quer, faz acontecer


O querer tem pressa, acontece assim mesmo sem adiar, na hora certa, exata. Quem te quer, quer ver-te agora, procura por ti hoje, não amanhã. Independentemente da distância ou do horário que for, quem quer não deixa para depois as coisas que podem ser feitas hoje. Quem deseja ficar, simplesmente fica, sem ser necessário pedir, sem ser necessário implorar. Quem quer cuidar, cuida verdadeiramente com amor. Quem quer, não suporta ficar longe, não suporta saudade e não vai poupar esforços para te ver e te ter.
Quem sente vontade transforma a distância em abraço apertado, faz de dias chuvosos dias ensolarados. Quem quer é capaz de tudo, de correr na chuva só para te ver, de se atrasar para um compromisso importante porque tu ainda não terminaste de te arrumar. Quem quer não vai pensar duas vezes entre ver-te agora ou deixar para amanhã, não vive de conversa furada, não arruma desculpas para justificar a ausência.
Quem tem saudade da tua voz, vai ligar-te de madrugada. Quem tem necessidade de estar contigo, vai procurar-te para conversar e perguntar como foi o teu dia, mesmo sabendo que a tua rotina é sempre a mesma. Quem te quer fazer bem, vai tocar a campainha, vai saber a melhor hora de mandar uma mensagem ou ligar, vai lembrar-se de levar aquela tua comida preferida para te alegrar nos dias menos bons.
Quem quer, não vai reservar aqueles 20 minutos do dia, vai dar-te a vida e ensinar-te que quando existe amor, nós queremos mais do que alguém para preencher o espaço do final de semana, queremos alguém para preencher o vazio do coração. Quando a gente quer, a gente aprende com o outro, a gente soma e abriga e se torna abrigo de mundos diferentes e tão iguais.
Quem quer vai abrir-se contigo, sem medo. Quem quer vai divertir-se contigo, segurar as tuas mãos e não soltar. Quem quer vai permanecer na tua vida, e não vai pensar em sair. Porque a tua presença vicia.
Quem quer ficar vai tomar café da manhã e ficar para o jantar. Vai deixar-te descobrir cada detalhe do seu corpo e da sua personalidade, conhecer os seus medos, os seus segredos, os seus erros, os seus defeitos e as suas qualidades. Vai dizer-te mil coisas no silencio, só com o olhar. E vai despedir-se sem tirar nenhum pedaço de ti, deixando-te com aquela sensação de liberdade e ao mesmo tempo de vontade de viver mais ao lado da pessoa. Quem te quer repete a dose, toma o teu sabor, experimenta as tuas aventuras. Porque quem quer, fica, faz acontecer. Quem não quer, inventará uma desculpa.
Texto Rhaquel Rocha

domingo, maio 10, 2015

Waves

É o som da mare que esbarra em meus delírios matinais.
Na obscura sociedade manipuladora e egocentrica,

Today,
I remember when we were in front of the waves,
magical like her eyes and soul.
The blue sky and calm energy.
And she said ''go, go to far away and you will find what are you looking for, but dont mistake where is your way.''
continued..
- ''The life is like the waves, come and down. sometimes you feel relax like that and after few seconds you can feel they so rude like a truck. Carefull with people, places, so whatever that can defragment your soul or lose your mind.''
- Why are you telling me about it? Something bad will happen? - I asked.
- No, so depends.  But you know are you not her just cause the case. Can you feel?

Yes, she was right!





Jacqueline Moraes





segunda-feira, abril 20, 2015

O trama da tecnologia


No começo da semana, resolvi apagar a minha conta num do mais cobiçado rede social da Internet: o tal do Facebook. Cheguei ao meu limite quando, senti que minha alma estava sendo fragmentada pelo superficial contato virtual. Percebi então, o descuido com minha alma.
Nos tornamos seres líquidos em que, sentimentos estão sendo substituídos por máquinas.
Pessoas solitárias tendem a se expor cada vez mais suas intimidades nas redes sociais, pelo simples desejo inconsciente da aceitação - interpessoal.
Sou antiga, valorizo o contato visual. Por trás da tela, as pessoas supostamente "te adoram", mas quando você as encontram, se  permitem que suas almas sejam trocas por símbolos e códigos atrás da tecnologia - consequentemente se tornam outras. Não aguento mais isso, durante os 30 minutos que ativei a minha conta, percebi como todos estão desesperados - como animais em caça em busca de seu sustento- por aquilo que não as pertence mais; o amor.
 Agora  desliguei-me. Sinto a paz penetrando em meus pulmões. E também, o cheiro da cidade e da chuva lá fora. 
Refugi desse monopólio de extrema “felicidade”. Deixamos de viver a nossa vida, para casualmente verificar dos nossos contatos na timeline. Mesmo que um dia deixarei me levar por tudo isso novamente. Mas por hoje, chega!

Vá apreciar uma xícara de café, mas longe..longe daqui!



Jacqueline Moraes (24/09/14)

sábado, março 28, 2015

O albergue

Já era 10 horas da manha quando olhei para o visor do celular. Tive a noite mais tranquila dos  últimos 5 dias na terra do Tio Sam. Como as nuvens de algodão, foi o meu sono.
O sol iluminava as beliches de madeira rústica ao meu redor. Ao lado da janela, o espanhol arrumava tranquilamente a sua bagagem, provavelmente iria embora logo.  À esquerda, um rapaz aparentemente de origem árabe roncava estrondosamente - ao qual havia me despertado diversas vezes na madrugada - tentei colocar o travesseiro para abafar um pouco o barulho.
Click click..- era o Inglês teclando em seu smartphone. Olhei para cima, e seus olhos continuavam esverdeados como a sua manta. '' Good Morning, Jackie'', '' Good Morning, Sam!''.
Ainda estava deitada. Minhas pernas continuavam exaustas ao qual mal podia esticá-las mas, era hora de partir. O voo para Orlando seria as 16h e, ainda tinha 3 horas para perambular da Grand Central ate  a ponte do Brooklin.

Jacqueline Moraes

sábado, março 07, 2015

Agitado como o mar

Bambaleávamos pela praia; o mar estava agitado. Pude sentir seus batimentos cardíacos ao lhe puxar pelo pulso. Seus olhos reluzavam mistério, adrenalina e aventura; eram sintomas de uma alma ansiosa e curiosa.
Aquela garrafa azul com uma arquitetura típica de boteco, mesmo sendo importada do México, estava nos esperando.
A primeira dose foi minha - como manda a tradição - o segundo; dele. E assim degustamos a metade da garrafa.
O dia estava ensolarado, por isso senti o mormaço do litoral queimando minha pele e penetrando a alma; mistura de álcool e calor.
Tirei o vestido, e me joguei no mar.
Seus olhos, encaravam os meus - flete - desviei.
- Vou dar um mergulho.
-Take care.

Com a maré alta, a areia foi me puxando para baixo; não sentia frio e nem calor. Era como se estivesse em uma olimpíada de mergulho e sedução. O cavalheiro importado, me salvou.

Jacqueline Moraes

O que valeu a pena?


Chega o dia em que você acorda e analisa o que valeu a pena. O que voce faz para dar algum sentido em sua vida; o que realmente importa?
Será que é andar em uma Ferrari em Miami ou em um carro anos 80 naquela pequenina cidade?
Qual a resposta sobre a tal da felicidade?

Caro leitor, 
Independente da sua condição financeira, o  verdadeiro sentido da felicidade esta mais próximo do que você imagina. Observe ao seu redor e dará conta que motivo não sobra. Seja sozinho, ou com pessoas especiais.
Apenas faça a vida valer a pena. 

Jacqueline Moraes


sábado, setembro 27, 2014

Namore uma mulher que viaja sozinha


Namore uma mulher que viaja. Namore uma garota que prefere guardar dinheiro para viagens fora da cidade ou um dia de viagem em vez de comprar novos sapatos ou roupas. Ela pode não estar na moda, mas por trás daquela pele com sardas e bronzeada de todos os dias de sol, encontra-se uma mente que pode te levar para lugares e um coração aberto que levará para o que você é, não para o que você pode ser.
Namore uma mulher que viaja. Você vai reconhece-la pela mochila que ela sempre carrega. Ela não vai estar carregando uma bolsa delicada de mão; onde ela vai colocar seu diário de viagens, suas canetas e sua lanterna que está sempre presa ao zíper da sua mochila? Em uma bolsa pequena, como ela pode trazer o rolo de corda de viagem, os lenços umedecidos, a caixa de biscoito e uma garrafa de água que ela tem sempre em mãos, apenas no caso de alguma coisa acontecer e ela não poder ir para a casa ainda?
Sim, uma mulher que viaja sabe que a qualquer hora alguma coisa pode acontecer e ela deve estar preparada para isso. Nada a pega de surpresa; ela leva tudo com imparcialidade, sabendo que essas coisas farão sempre parte de sua vida. Ela é confiável e segura, características que ela aprendeu enquanto estava na estrada.
Você também vai reconhecer uma mulher que viaja pelo fato de ela estar sempre maravilhada com o mundo em sua volta, não importa se ela está em sua cidade natal ou em um lugar que lhe é totalmente novo. Ela vê a beleza em toda sua volta, não só os destaques dos guias de viagens ou os que são mostrados em cartões postais. A mulher que viaja tem desenvolvido uma profunda apreciação pela vida. Ela não vai te julgar ou te pressionar para fazer coisas que você não quer. Ela entende muito sobre a importância de identidade e auto-eficácia e ela vai apreciar muito mais se você não fingir ser o que você não é.
Você pode cometer erros com uma mulher que viaja e você também pode ter uma forma incomum de se portar perante a sociedade. Confie em mim, ela viu muita coisa pior em suas viagens e ela sabe em primeira mão os caprichos da natureza humana.
Namore uma mulher que viaja porque quando você está com ela, você vai perceber que mesmo que ela tenha cochilado em um templo no Angkor Wat, passeado de gôndola no Mekong Delta, corrido nas ruas de Saigon ou nadado pelada nas cavernas das Filipinas, ela ainda retém aquela humildade que é a marca de um verdadeiro viajante. Ela sabe que ela esteve em muitos lugares, mas ela é humilde pelo fato que o mundo é ainda um lugar enorme e ela tem visto apenas um pequena parte disso. Enxergar isso nela pode fazer você se sentir bem consigo mesmo; não é preciso você fazer mais nada para ser mais. O que você é já é suficiente.
Quando você encontrar uma mulher que viaja, pergunte a ela onde ela esteve e para onde ela está indo. Ela vai adorar o seu interesse e, se você tiver sorte, ela pode te convidar para se juntar a ela. E quando ela o fizer, vá. Nada une melhor as pessoas do que viajar. Em suas viagens, vocês irão enxergar as melhores e piores características de ambos e você poderá então decidir se a luta por ela vale a pena.
É muito fácil namorar uma mulher que viaja. Ela não vai querer presentes caros; você pode comprar pra ela (ou para vocês dois) passagens baratas para a Tailândia para o final de semana e ela ficará mais do que feliz de te levar para a maior ponte de madeira do país. Você não precisa cruzar o oceano; você pode levá-la para sair em viagens de um dia para uma caverna ou trilha ou presenteá-la com uma massagem.
Você pode comprar também coisas que ela teima em esquecer de comprar para si mesma; aquele gancho que prende a mochila dela no assento para que ela possa se sentir mais confortável ao dormir em uma viagem de ônibus, ou uma capa para a mochila, um pequeno despertador, um cinto de dinheiro, ou talvez outra calça sarongue no lugar daquela que ela perdeu na China.
Ela não vai se importar se você se perder no seu caminho para um encontro. Ela sabe que muitas vezes a jornada é mais importante que o destino. Ela vai te ajudar a ver o lado mais tranquilo das coisas. Ela vai caminhar ao seu lado, não atrás de você, apontando as coisas interessantes que vocês verem pelo caminho. Muito antes, você irá perceber que sim, a jornada tem sido mais memorável que o lugar que você planejou levá-la.
Uma mulher que viaja vale a pena? Sim, vale. Então quando você encontra-la, segure-a. Não a perca com suas inseguranças e dúvidas. Porque se ela diz que te ama, ela realmente ama. Afinal, ela tem visto tanta coisa, conhecido tanta gente, e se ela escolheu você, melhor pegar essa oportunidade e agradecer aos deuses por você ter sido sortudo o suficiente para ela ter te escolhido e não aquele cara que ela conheceu enquanto assistia o nascer do sol em Angkor Wat ou enquanto praticava rafting no Padas Gorge em Sabah.
Se ela diz que te ama ela deve ter visto algo em você, algo que sempre pode chama-la de volta de suas viagens, algo em que ela pode ancorá-la para o mundo do jeito que ela quer depois de semanas e meses na estrada.
Namore uma mulher que viaja. Faça ela se sentir segura, aquecida e protegida. Faça ela acreditar que não importa onde ela vá e nem quanto tempo ela fique longe, você estará lá para ela, onde ela pode chamar de lar.
Encontre uma mulher que viaja. Namore-a, ame-a, case-se com ela e o seu mundo nunca será o mesmo de novo.

quinta-feira, setembro 25, 2014

Namore um homem que viaja

Namore um homem que viaja. Namore um homem que valoriza a experiência ao invés de videogames, uma pulseira de tecido feita à mão ao invés de um Rolex. Namore um homem que pula de alegria quando ouve as palavras “férias”, “tudo incluso” ou “resort”. Namore um homem que viaja porque ele não é levado por um único objetivo, mas sim por vários.
Você pode encontrá-lo em um aeroporto ou em uma livraria olhando os guias de viagem – embora ele só os “usa como referencia”.
Você saberá que é ele porque quando você der uma olhada na tela do computador dele, o plano de fundo será um esplêndido cenário de colinas, montanhas ou bandeiras de oração. A quantidade de amigos no Facebook dele será enorme e sua timeline estará repleta de mensagens de seus amigos dizendo “saudade”, amigos estes que ele conheceu ao longo de sua jornada. Quando ele viaja, ele faz amigos para uma vida toda em apenas uma hora. E embora o contato com esses amigos seja esporádico e eles estejam distantes, suas fronteiras são sem limites e se ele quisesse, ele poderia viajar o mundo apenas se hospedando nos sofás da vida por aí... de novo.
Pague uma cerveja a ele, talvez da mesma marca da regata que ele usa por baixo da camisa xadrez. Quando um viajante chega em casa, as pessoas raramente ouvem suas histórias. Então ouça as dele. Talvez ele fale rápido e perca alguns detalhes, mas é porque ele fica muito animado ao ser ouvido. Embarque no entusiasmo dele. Queira isso para si mesma.
Ele vai pular de alegria como uma criança quando a última edição da National Geographic aparecer em sua caixa do correio. Então ele vai ficar quieto, absorto nas imagens até que ele termine de analisar cada foto, cada aventura. Na cabeça dele, é como se ele estivesse lá, naquelas fotos. Ele vai passar a revista para você e, querendo competir, vai te perguntar qual foi a sua maior loucura. Diga a ele. E saiba que ele provavelmente ganhará de você. E se, por acaso, você ganhar, saiba que a próxima meta dele será te superar. Mas aí ele vai dizer: “talvez a gente possa fazer isso juntos”.
Namore um homem que conversa sobre lugares distantes, cujas mãos tenham explorado as ruínas de civilizações antigas e cuja mente tenha imaginado aquelas mãos cavando, esculpindo e pintando as maravilhas do mundo. E quando ele conversa, é como se ele estivesse revivendo isso com você. Você pode quase ouvir as batidas do coração acelerado dele. Você pode quase sentir a adrenalina do momento. Você sente isso passando através de seus neurônios, um banquete para seus olhos entrando através daqueles minúsculos oráculos que chamados de pupilas, digerindo rapidamente através de suas veias, manifestando-se pelo seu sistema nervoso, transformando e alterando a visão do mundo como um trauma reverso e finalmente passando, mas eternamente mudando as cores da paisagem. Você vai desejar isso tudo pra si também.
Namore um homem que tenha vivido com uma mochila porque ele vive mais feliz com menos. Um homem que viaja viu a pobreza e já jantou com aqueles que vivem em um pequeno barraco sem água e ainda assim recebem com boas-vindas os desconhecidos com mais hospitalidade que os ricos. E porque ele viu isso, ele tem enxergado como a vida sem luxo pode significar uma vida alimentada por relacionamentos e família, ao invés de uma vida regada de carros de luxo e ego. Ele experimentou diferentes maneiras de ser, ele respeita religiões alternativas e olha para o mundo com os olhos de uma criança de cinco anos de idade, curioso e com fome. Seu pai ficará feliz também porque ele é bom ao lidar com dinheiro e baixo orçamento.
Este homem aprecia o lar, o conforto de um edredom, a segurança de um tempero de mãe, a conversa fácil de amigos de infância, e a glória imaculada de um banheiro com descarga que funciona. Embora super independente, ele teve tempo para refletir sobre si mesmo e seus relacionamentos. Apesar de seu desejo de viajar, ele conhece e aprecia seus laços com o lar. Ele teve a chance de sentir saudade e de sentirem saudade dele. Por conta disso, ele também entende uma coisa ou duas sobre despedidas. Ele sabe como é ruim a incerteza de sair do conforto de casa, o "até logo" indefinido nos portões de embarque, e ainda assim ele vai sem medo para o desconhecido, porque ele conhece o sentimento de retorno. E que o abraço de saudade é o melhor tipo de abraço do mundo. Ele também sabe que as despedidas são apenas prolongados "até-logo" e que "olá" é tão longe quanto a lan house mais próxima.
Não segure este cara. Deixe ele ir e vá com ele. Se você ainda não viajou, ele vai abrir seus olhos para um mundo além das notícias e da percepção popular. Ele abrirá seus sonhos a possibilidades e realidade. Ele vai te tranquilizar quando você estiver prestes a perder um voo ou quando o pneu do seu carro alugado furar, porque ele sabe que a jornada é que é a aventura. Ele vai fazer graça dos ruídos desagradáveis ​​que você vai fazer se pegar uma intoxicação alimentar. Ele vai fazer você rir do desconforto e ao mesmo tempo vai enxugar sua testa com um pano frio e tentar te curar com água engarrafada. Ele vai fazer você se sentir como se estivesse em casa.
Quando vocês verem alguma coisa bonita, ele vai segurar a sua mão em silêncio, maravilhado pelo lugar onde seus pés estão neste momento e pelo fato de você estar com ele.
Ele vai viver cada segundo intensamente com você porque é assim que ele vive a vida dele. Ele entende que a felicidade nada mais é do que uma série de momentos espontâneos e ele está determinado a viver estes momentos com você o máximo que ele puder. Ele também entende que você precisa ter seus momentos sozinha e que você tem a sua própria lista de sonhos a realizar. Entenda a dele também. Entenda que seus objetivos podem ser diferentes em certo ponto, mas essa independência é a base de uma relação saudável quando ela é mutuamente respeitada. Você pode perdê-lo por um tempo, mas ele sempre vai voltar para a casa trazendo uma história nova ou uma lembrancinha que ele comprou porque aquilo fazia ele lembrar de você, como se aquilo fosse feito especialmente para você e porque ele simplesmente sentiu sua falta. Talvez você se sinta obrigada a fazer o mesmo. Mas garanta que independência está na sua lista e certifique-se que ela está sendo cumprida. A independência manterá sua relação nova e excitante e quando vocês estiverem juntos de novo, isso vai estabelecer um vínculo de confiança inquebrável.
Ele vai te pedir em casamento quando você estiver fora de sua zona de conforto, seja com medo de saltar de paraquedas ou mergulhar com os tubarões, ou até mesmo sentada ao lado de uma pessoa com um odor nada agradável em um ônibus lotado. Não será com um anel de diamante, mas com um anel feito por uma cultura nativa ou inspirado pela natureza.
Você vai se casar em algum lugar incomum, rodeada de poucas pessoas, mas selecionadas, em um momento construído para celebrar a aventura do desconhecido, juntos novamente. Case-se com o homem que viajou o mundo e juntos vocês farão do mundo a casa de vocês. Sua lua-de-mel não será esquecida por ter tido um jantar típico e open-bar na praia, mas será lembrada com magníficas fotos no topo do Kilimanjaro e imortalizada na dor gratificante dos músculos no final de um longo dia de caminhada.
Quando vocês estiverem prontos, vocês terão seus filhos com nomes de personagens que vocês encontraram durante suas viagens, nomes estrangeiros de pessoas que cavaram um lugar especial em seus corações mesmo que por apenas alguns dias. Talvez vocês morem em algum outro país e seus filhos aprenderão um novo idioma e costumes que abram suas mentes desde pequenos. Ele irá apresentar às crianças os livros de Hemingway, a jornada de Santiago, e encorajá-los a viver muito mais do que vocês dois.
Case-se com um homem que viaja e ele ensinará suas crianças sobre a beleza de uma pedra solitária, a história dos Incas e ele vai instigar neles a coragem. Ele vai explicar a eles que mascarar as oportunidades é medo e fará com que ele concordem com isso.
E quando vocês estiverem velhos, vocês se sentarão com seus netos com o álbum de fotografias no colo enquanto eles se transportam para dentro das fotografias, maravilhados pela beleza do mundo e inspirados por tudo o que vocês viveram.
Encontre um homem que viaja porque você merece uma vida de aventuras e possibilidades. Você merece viver de forma leve a abraçar a simplicidade. Você merece olhar para a vida através dos olhos da juventude e com os braços bem abertos. Porque é aí que você encontrará a alegria de viver. E melhor ainda, vocês encontrarão isso juntos. E se não encontrar este cara, viaje. Vá. Abrace isso. Explore o mundo por você mesmo porque a realidade é feita de sonhos.
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quarta-feira, agosto 27, 2014

Amizade



É engraçado  como a cada dia que passa, me surpreendo com os novos capítulos do livro da Vida. Quando eu já desacreditava nas pessoas. Eis, que, os amigos que eu menos pensei, hoje estão aqui. Apenas para tomar um café e papear por horas sem ver o tempo passar. Claro que, a grande maioria deixaram claro sobre seus verdadeiros interesses. Ainda  assim, continuo desconfiando ate da  minha própria sombra, porém, um pouco mais cautelosa.
Amigos de verdade, são aqueles que, você pode passar anos sem se comunicar, e quando se encontram é como se nunca tivessem se distanciado.
Amigos que puxam sua orelha quando você insiste em algo errado.
Amigos de família, convivem como se realmente fizessem parte dela.
Amigos virtuais, mesmo que nunca tenham se visto pessoalmente, é como se fosse.
Amigos Skype, te ligam quando você menos esperar, apenas para dar um Bom dia, mesmo que o seu fuso horário seja hora de dizer Boa Tarde.
Pode ser aqueles que estão te ligando em todo instante para saber como esta se sentindo.
Amigos viajantes, loucos, solitários e espontâneos.
Também tem aqueles com um coração tão puro, Cachorros, gatos etc.
E tem aquele amigo mais especial de todos, qeu te chama de amor.

Jacqueline Moraes

 

sábado, julho 05, 2014

Distante

 
Novamente, refugiei-me nos lençóis da distância.  Longe da minha realidade mais familiar, insisto em viver sob o céu que não conheço, a fim de esperar por lampejos de reflexão, que em casa já não sei mais ouvir.
Só de não andar preocupado, a objetividade que falta em meu caminhar sobra no discernimento de meus pensamentos. Quando não há pressa nem atraso, qualquer sensação tem o direito de tomar seu tempo.
Livre, acompanha-me pelas ruas o meu diálogo particular. Penso, vejo, penso. Argumentos vão e vem. Como pessoas, que levam adiante de mim algo que deixo com elas, para trás.
Um olhar, uma palavra, uma ilusão não terminada. Conversas desconhecidas sem nenhuma pretensão, a não ser as demandas do momento. Assim, o tempo só passa quando eu o faço passar.
Encontro em cada esquina um motivo para dobrar a rua: nenhum. Viajar é viver um mosaico, onde cada momento que se constrói é o pedaço de um significado, cuja grandeza não se faz entender no instante em que se vive.
 
Jacqueline Moraes

quinta-feira, julho 03, 2014

Não faça promessas de amor

Parece que o tema que mais preocupa as pessoas em relacionamentos amorosos é a fidelidade. Olhando com mais calma, o que parece ferir uma pessoa traída foram o pacto quebrado e a sensação de ver a confiança abalada. Algumas até reivindicam que o jogo tivesse sido aberto antes da pulada de cerca e que pudesse ter sido posto na mesa o mal-estar que precipitou a traição.
Existem dois tipos de promessas: as realizáveis e as impossíveis. Mas não notamos que, no começo de um relacionamento, fazemos todo tipo de promessa sem o menor entendimento da realidade da vida. Fazemos por automatismo, romantismo barato e para garantir para pessoas naturalmente inseguras que nada dará errado.
Quero levantar algumas promessas típicas e suas inconsistências filosóficas:


“Vou te amar para sempre”
Essa afirmação é bonita, mas seria como dizer “sentirei tristeza daqui três semanas”. Como é possível garantir que o amor, um sentimento que depende de múltiplas variáveis para ser sustentado, pode sobreviver para todo o sempre? Sentimentos não são previsíveis, ou pelo menos não são mensuráveis ao longo do tempo. O que poderia ser prometido então? Talvez “farei todos os esforços para renovar meu amor com o passar do tempo”. Menos romântico e mais plausível.
“Nosso amor vai superar todos os obstáculos”
Não, não vai. No máximo fará que atravessem as questões juntos, e estar próximo pode piorar ou melhorar a situação. O que resolve problemas é a sabedoria de um casal, não seu amor. Cultive sabedoria, pois sem ela seu amor naufragará.
“Você nunca mais se sentirá só”
Vai sim, mesmo com a pessoa do seu lado ainda sentirá em muitos momentos um abismo entre o seu mundo idealizado e a realidade. Muitas vezes dirá coisas que ninguém compreenderá e tomará decisões pelas quais só você pode se responsabilizar. Você poderá ter apoio, mas solidão não depende de ter alguém ao lado.
“Depois que te conheci soube que a felicidade seria por toda a vida”
Se a causa de sua felicidade for sustentada nos ombros de uma pessoa, cuidado. É certo que vai quebra a cara, pois você espera infalibilidade de pessoas falíveis e mutantes. Coloque sua realização em se dispor a abrir a mente, ajudar os outros e criar felicidade.
***
O problema das promessas românticas é que elas têm como objetivo aplacar qualquer tipo de ambivalência e angústia próprias da vida. Ela quer uma vida blindada de mudanças e sofrimento e por isso mesmo são pequenas expressões de delírios coletivos. Não há uma resposta definitiva para a vida, a não ser considerar que tudo fatalmente muda e é cíclico.
Se você é capaz de amar sustentando esse paradoxo, pense duas vezes antes de fazer promessas que sabe de antemão que nunca serão cumpridas. Mas também recomendo que as pobres almas crédulas que caíram em algum tipo de golpe pensem duas vezes antes de aceitar palavras sem sentido. Se houve marmelada, a responsabilidade é sua também.

quinta-feira, junho 26, 2014

Por fim


De repete, tudo vai ficando tão simples que assusta. Vamos perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem. As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós; não tem importância. Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada. E, isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu para experimentar. Por fim, entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento. E só.

Jacqueline Moraes
 

quarta-feira, junho 18, 2014

Copa: o que se fala, ouve e não vê


Pois é, vai ter Copa. Igual, sobrarão manifestações. Gritos de sobra: nos estádios e fora deles. Bandeiras ao alto, sonhos ao chão. Marchas, chutes e a violência permissiva que a todos orgulha, enquanto encanta: salve o hino nacional. A multidão se une por uma razão maior e a superfície da realidade parece até outra. A diferença que se vê nas ruas, no entanto, já está prevista na programação.
O show está armado e a plateia sedenta para participar. Os confrontos já têm dia e hora marcada. Tanto para os que são prós, quanto os que são contra – revelai-vos – ambos precisam do mesmo evento para poder existir. De apenas pessoas precisa o espetáculo. Qualquer espetáculo.
A Copa em si não é um erro. Ela foi um fruto mal colhido, mal planejado, um alimento de grife para uma despensa vazia. Algo absolutamente fora de época e contexto, um luxo desnecessário, que apenas os que fingem não passar fome se dão o direito de cometer.
Aos que gritam contra a Copa, porém, eis um convite a pensar: à face de todo problema que se enfrenta, é preciso aprender a enxergar que existe um processo de gestação anterior. Se a reação tornou-se a única alternativa, significa que a prevenção falhou. Enquanto hoje apresentam-se tempos de inúmeras metáforas, logo vê-se a tradicional dificuldade de interpretação.
Consequente ao primeiro pingo de consciência social, um velho lema costuma cair bem: “a união faz a força”. No entanto, já cansou-se de escutar a praça e a história. Não há nenhuma solução que se inicie em forças exteriores ao ser – seja de caráter político, religioso ou social. Se não partir de cada um, não partirá de todos.
As manifestações que se desenham têm a cara de uma inconfundível parte da sociedade brasileira. A marcha dos críticos, embora coberta de razão, depredou, antes de tudo, seu próprio espelho. Reclamar do que está errado sempre foi e sempre será mais cômodo do que comprometer-se a mudar.
Criticar a Copa, demonizar a Fifa e pôr a culpa no Brasil é uma maneira infrutífera de demonstrar um posicionamento e consciência política. Enquanto a responsabilidade não for associada às pessoas, os contratos seguirão governando e o caráter impessoal das decisões manterá neutro todo o carrossel social. Quando a responsabilidade é associada a terceiros, reclamar mudanças é, no mínimo, incoerente.
Difícil discordar, no entanto, que o momento oferece uma oportunidade de transformações significativas. Convenhamos, ele sempre oferece. A mudança é igualmente um processo evolutivo, à base de erros e aprendizados. A esperança reside no desenvolvimento da consciência individual, social e, principalmente, coletiva.
Agora, portanto, que o gigante acabou de acordar, ainda tem todo um dia pela frente antes de dormir em paz consigo. Se com cabeça baixa ou orgulhoso da luta, vitorioso é quem supera a si mesmo. Em quatro anos, haverá outra Copa, e lá estará nossa pátria, bandeira e hino nacional. Assim é o calendário e não é isso que precisa mudar.
Porém, aqui, ao nosso alcance, o que estará fazendo cada um por seu próprio país?
 
(Marcelo Penteado)

sexta-feira, maio 02, 2014

Fair

O verão continuava ameno e aconchegante. Pelo retrovisor eu via meus medos, mas eu conseguia deixa-lo para trás sempre que eu dirigia. Todos os sonhos e metas vinham à tona, mas, parei de sonhar um pouco quando fui interrompida. Engraçado é quando você se torna mãe de crianças que não foram geradas por você, ais engraçado ainda, é ser mãe com os dias contados.
Foi um sonho realizado. Um filme, quando eu vi plantações de girassóis, meus olhos encheram de esperanças e alegrias. Incrível é viver momentos, que antes só podia se imaginar em filmes e vídeo-clipes. É inacreditável lembrar de tudo isso, parece que de fato, nada aconteceu!

 
Crianças sorriam no Fair em New Paltz, uma pequena cidade em Houdson. Eu costumava fazer planos para ir acampar lá em algum futuro próximo. Talvez, eu poderia conhecer os amigos aventureiros dos americanos que eu tinha conhecido, é, para americanos isso é a coisa mais normal do mundo, acampar.

Aquele algodão doce em forma de Ursinho chamou a atenção de Celeste, doce como ela. Em seus olhos, eu sempre via muitos sonhos e força, assim como eu me via com a idade dela. Mas Celeste, era diferente. Ela tinha uma personalidade única, com seu jeito encantador de conversar com as pessoas, era magnifico. Porém, muito desconfiada. Senti-me vencedora, por conquista-la.
- Jackie, I would like to go there. Come with me, please! – Disse ela.
- Sure, my princess. - I said.
De fato, foi difícil recusar o convite para ir naquele brinquedo melindroso. Mas eu fui, larguei o baby com a mãe deles, e ela conseguia me fazer esquecer todos os problemas que eu tinha que enfrentar.

A noite chegou e já eram 21h15. No verão escurece às 21h em New York, sinto tanta falta disso. Terei que mencionar que, naquela noite consegui esquecer a ideia de mudar de família, cidade, estado ou ate mesmo de país.  Tenho certeza, que, cumpri minha meta com aquelas crianças, por mais birrentas e insuportáveis às vezes, mas eram apenas crianças.
Que saudade daqueles olhinhos azuis, que me olhavam às 6 horas da manhã, por mais que não podia dizer uma só palavra, eu conseguia sentir o seu “good morning”, com aquele abraço apertado.
Que saudades, de pular na cama das minhas meninas para acorda-las. Mesmo sabendo que elas iriam me ignorar por isso,  que logo eu iria abraça-las e inventar alguma história para anima-las.
Por mais difícil que era, que saudades de deixar o café da manhã pronto e quentinho sobre a mesa, e vê-los correndo em direção à mesa. Waffe, pancakes, egg and cheese, milk with chocolate  e as vezes alguma coisa que eu costumava criar.
Que saudades quando eu escutava os gritos, e as via brigando com puxões de cabelos. De todas as travessuras, principalmente daquelas mais criativas. 
Foi muito gratificante. Sei que cumpri minha meta, posso ter errado algumas vezes, mas fico tranquila, pois fiz o melhor que eu poderia ter feito. Não apenas como au pair, mas como uma segunda mãe, amiga e companheira.
Todos os dias eu agradeço a Deus, por tudo que eu passei. É estranho imaginar, mas amadureci em tão pouco tempo! Incrível mesmo é querer voltar e fazer tudo de novo.
Isso irá acontecer, mas não será como au pair. Mas com os meus filhos, e  quando chegar esse momento, bom, não preciso dizer mais nada.
Jacqueline Moraes
♪ ♫ Afrojack - The Spark ft. Spree Wilson ♪ ♫  

domingo, abril 27, 2014

Experiencia de um Intercambista

 
Somos bons perdedores.
Reconhecidamente gratos, aliás. Nunca saberíamos disso sem viver o que vivemos. Cada único momento. A experiência desafiadora de sair de casa. Ou mais – a libertadora sensação de sentir a casa sair de nós.
Medos, voláteis, pouco a pouco se esvaziaram. O aeroporto, a partida, a ilusão de estar só. Como é bom não saber que aquele olhar meio perdido pela janela do avião é a última versão inédita de nós mesmos. Jamais retorna o mesmo que vai.
Ao contrário do que geralmente aprendemos, chegar é, apenas, o primeiro passo. Um campo aberto de possibilidades se inicia a partir de então. É como ter a oportunidade de reconstruir parte da história de sua vida, de forma consciente. Novos círculos familiares, novos grandes amigos, novas descobertas e habilidades.
O intercambista não descarta nada.
Tudo que se vive significa um aprendizado ou experiência. Viver fora é um processo contínuo de absorção. Todas as pessoas importam, assim como qualquer caminho contribui. Além de todas as observações, não há conversa que se jogue fora.
Aprendem-se línguas, hábitos e, inclusive, novas formas de aprender. A sensação única de surpreender-se consigo. Passar a entender que você é capaz de ir além do que antes acreditava. Superar-se e ser superado. O respeito às diferenças é o ponto chave da convivência construtiva.
Perder, no entanto, é o maior dos aprendizados. Quando perdem-se barreiras, ganha-se o horizonte. Somos bons perdedores porque entendemos que a circunstância da perda é uma cláusula condicional dos momentos inesquecíveis.
O que passamos a chamar de casa, não tarda, fica para trás. Os remotos desconhecidos que se tornam melhores amigos, a distância, um dia, os separa. O intercâmbio é um período de conquistas e perdas diárias. Intensidade e esvaziamento. Liberdade e desapego.
O momento da volta é uma grande lição. Quando a sensação parece ser de deixar para trás tudo aquilo que se conquistou, voltar em paz significa entender que nada daquilo realmente te pertenceu. Pelo contrário, foi você quem se entregou à vida.
Viver uma experiência é melhor que tê-la: isso é saber perder.
 
Jacqueline Moraes

sábado, abril 26, 2014

Sentidos

 
Istambul estava mais fria que as previsões da minha imaginação. Até então, era o lugar mais longe que estava de casa.
Era confortado por uma coragem que só os jovens têm. Ao menos, era isso que me parecia ao olhar por entre o reflexo de suas imparciais janelas. Uma vontade inexplicável de querer conhecer e sentir-se destemido. Nenhuma barreira freia, embora assuste, o desejo de seguir.
Caminhei pelas ruas relaxadamente atento. Buscava, ao máximo, retirar julgamentos do meu olhar. Só queria conhecer. Ver, estar.
Passo a passo, aproximei-me de costumes distantes. Mesmo que voltasse, já não voltaria igual. A culinária, as histórias, o cheiro daquela cidade. Sentia uma espécie de curiosidade, tacanha em seus quereres, receosa em seu pisar.
Istambul não me parece Europa. Também não Ásia. Pelo menos não como eu achava que era. Istambul está mais para Istambul mesmo. Seu próprio mundo, universo e alquimias.
Nenhuma foto poderia dizer o que é aquela cidade. Ela soa incompleta sem seus sons. Ruídos do nada, barulho de tudo. Inaudível à própria coerência do silêncio. Os carros de todas as direções, as pessoas e suas rezas, o caminhar das multidões, as ruas e seus animais.
Uma cidade tecida e amarrada por movimentos. Mesmo quando há uma pausa no olhar, no instante poético de cada segundo, vultos trêmulos convidam a curiosidade da alma à crer que a vida é apenas o que se move.
 
Jacqueline Moraes

quinta-feira, abril 24, 2014

I just love it!

Gosto de escrever. Sempre gostei.
Incorporo à minha escrita uma forma pessoal e inédita de me manifestar. Expresso, à minha maneira, construções de pensamentos, ideias e – quem escreve, sabe – desafogo porções e mais porções de nós que entopem minha mente diariamente.
Enxergo na escrita minha forma de arte. Meu jeito de deixar uma tatuagem no mundo. Não necessariamente um trabalho, mas uma esfera que busco desenvolver. Acredito que todos deveriam dedicar parte de sua vida a uma forma artística.
Entendo como “arte” qualquer forma de expressão que se origina da mais pura pessoalidade. Alguns o fazem como carreira, outros como hobby. Mas, sem dúvidas, a arte precisa ter seu espaço, assim como se concilia a profissão, a espiritualidade, vida social, esportes etc.
Sou, como muitos, uma admiradora da linguagem. Juntar palavras não só é minha maneira de expressar o que penso, como se tornou um caminho para manifestar o que sinto.
Gosto de escrever porque é infinito. Palavras assumem significados, que mudam e alcançam diferentes pontos de interpretação. A arte vai além da precisão dos nossos sentidos; o sentimento a altera, o momento a modifica, o contexto interage.
Gosto de escrever porque a escrita flutua. Ela não é uma obra pronta, com um significado preso em si. Ela alcança em cada um diferentes interpretações, adquire em cada momento sua própria versão. Varia junto ao tempo, às experiências e às identificações.
Gosto de escrever porque crio, apago, decido por vírgulas ou ponto final. Opto por novos parágrafos ou mais travessões. Dou vida, forma e sentido a uma própria expressão de mim. E melhor – que pode encontrar em outros uma nova tradução.
Assim sigo escrevendo. Sem especializações ou gêneros, apenas me permito manifestar. Deixo para cada momento sua própria forma de inspiração, forma e conteúdo.
Encorajo a quem estiver disposto a me ouvir que realize suas próprias publicações pessoais. Escritos, desenhos, fotografias, músicas, seja o que for. Tudo que nós exteriorizamos leva consigo parte de nossa essência – do que somos, sentimos, pensamos e do que temos a oferecer de diferente.
A arte que nasce em mim, toma forma em si, e ganha vida em ti. Toda contribuição artística pressupõe o mesmo valor: nutrir a vida – de muitos, de um ou em si.

Valores


Um dia eu decidi viajar e nunca mais voltei.
Não devido ao desafio ou querer ficar; mas simplesmente porque eu mudei .
Atravessei fronteiras que eu nunca pensei que eu iria. Nem no mapa , nem na vida . Eu fui tão longe que olhar para trás não foi sequer confortando mais , foi motivador.
Eu conheci pessoas que eu posso chamar os professores e ganharam conhecimento de que nenhum livro conseguiu me ensinar . Não porque era um segredo, mas porque nunca foi escrito.
No dicionário da minha vida, eu adicionei novos significados para a educação, o medo e respeito.
Eu reaprendi o valor de alguns gestos . Como quando você é uma criança , a espontaneidade dos sorrisos e expressões impõe a forma mais universal de comunicação que existe - a linguagem da alma.
Eu estava protegida por diferentes pessoas, famílias , estranhos , bancos e parques. Entre pisos e seres humanos, ambos capazes de ser tão frio ou de marfin .
Eu já passei por ruas, estações , aeroportos e tenho orgulho de dizer que eu acho difícil relembrar todos os seus nomes. Minha memória compartilha meu desejo para refrescar-se com novos e antigos aventuras.
Fiz amigos de verdade . As amizades que você faz na estrada não desaparecem no espaço ou no tempo. Amigos que confrontam as grandes distâncias e desafiar os longos anos . Estas são as amizades que perduram através de verões e invernos devido à certeza de novos encontros .
Eu vivia além da minha própria imaginação. Eu quebrei expectativas e riqueza intangível acumulado. Eu permiti que meu corpo e alma para tentar outros estados da vida e da consciência.
Eu redescobri o que realmente me fascina. Eu senti arrepios intensos e deu espaço para o meu coração a bater mais rápido do que a minha rotina diária jamais iria permitir .
E você sabe o quê?
Comecei a entender um significado diferente do que é para perder alguma coisa. Assim como nós somos , às vezes, pode ser dura . Mas eu prometo a você que eu posso ser mais que isso. Na verdade , pode ser algo bonito.
Sabendo disso, eu reavaliava alguns dos meus abraços, do respeito de algumas das palavras que eu falei e eu me apaixonei ainda mais com os meus amigos e familiares.
No entanto, eu ainda tenho muito a aprender .
Se qualquer coisa, todas essas experiências conduzir a certeza de apenas uma coisa - eu ainda tenho um monte de lugares para conhecer, as pessoas cruzam com e conhecimento para descobrir .
Um dia eu decidi viajar ...
e foi a partir desse momento que eu percebi que qualquer viagem é só apenas de ida.

Jacqueline Moraes

Ultimo Verão

 
Até então, era o mais distante que eu havia estado de casa. A sensação era poderosa. Reforçava uma espécie de necessidade de ir além. Estar longe era como me alongar: fazia sentir-me maior, relaxada e íntimo ao prazer.
Muito sedutor dominar o desconforto. Sentir-se bem em ser absolutamente estrangeira. Talvez a segurança em ser tão desprendido exista na falsa esperança de que todas as raízes permanecem intactas, em casa.
Quando a distância age, no entanto, a própria vida muda os caminhos. Ou os caminhos mudam a vida, pouco importa. A volta, de tão longe, se transforma em uma nova ida. O tempo, o afastamento e as experiências são um convite irreversível à mudança.
Viajar remodela compreensões. Existe a distância que se mede e aquela que se sente. Existe um tempo para nada e um tempo para tudo. Existem algumas verdades que parecem até mentira.
Geralmente, consequente ao retorno, manifesta-se um sentimento inconveniente. A maior distância do mundo experimenta-se, curiosamente, dentro da própria casa. O lugar que era para ser o mais seguro, passa a se tornar desconfortável. Todo o desconsolo de ser estranho em seu próprio ninho.
Como não caber mais.
A sensação é igualmente poderosa. Contudo, oprime. Todo o aprendizado obtido começa a fazer sentido. Lembranças voltam com força. O conhecimento parece ter vida. Por ser vivo, escapa ao controle. Neste momento, fugir passa, então, a ser uma motivação a viajar.
A ideia de partir para se encontrar é tão atraente quanto romântica. Uma cláusula condicional à satisfação plena. Sempre lá, sempre longe. Estar fora para se sentir inteiro. Eis o martírio de muitos que viajam.
Até que, nem mesmo a viagem pode responder algumas perguntas. O prazer é sempre indescritível. Porém, é preciso algo mais.
Um bom viajante também vai para dentro. Ouve seu espírito. Desafia-se a entender que não é o lugar que lhe traz a sensação de liberdade. Compreende o propósito do ir e a interação do estar. Em si,  com resto.
A boa viagem, em realidade, está no encontro da alma com o destino.
 
Jacqueline Moraes

Souvenir

 
Para quem viaja, é muito comum deparar-se com a questão “como é o povo tal?” ou “como as pessoas agem em determinado país?”.
Infelizmente, é normal ouvir respostas sobre essas perguntas. Há quem use a experiência de ter estado em um lugar para singularizar comportamentos e atitudes.
Reduzir um país, uma cultura e suas pessoas a uma experiência é tão grave equívoco quanto acreditar que o hino representa a totalidade de suas histórias. A generalização possui o mesmo gene do preconceito. Falsas verdades são criadas pela irresponsabilidade de visões reduzidas a categorizações.
Viver uma viagem é exatamente o oposto. É possível livrar-se da cadeia invisível de comportamento coletivo e observar, plenamente, as individualidades em ação – ou reação. A observação, por si, desobstrui as portas que o julgamento teima em fechar.
Sair da rotina, esquecer horários, padrões e etiquetas. Viajar permite negar o óbvio e navegar por entre e além dos estereótipos mais rasos.
Ao compartilhar uma experiência cultural, deveria se prestar o máximo cuidado para não tornar o fato uma verdade, nem doar às opiniões os trajes do indiscutível.
O discurso preguiçoso busca auxílio em jargões. No entanto, é preciso estar ciente que qualquer tradição é egoísta: sua existência depende da insistência em contar as mesmas histórias.
Por mais que a convivência seja, em inúmeras vezes, através de interações com instituições, a essência de qualquer relação está no contato humano.
Países são pessoas. Estados são pessoas. Culturas são pessoas. São elas que importam. Isto é, apesar dos hábitos praticados por grupos, na raiz mais íntima de cada um há a potência inata de fazer existir sua individualidade.
Mesmo com toda semelhança, nenhum entendimento tem poder de verdade.
 
Jacqueline Moraes