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sábado, setembro 27, 2014

Namore uma mulher que viaja sozinha


Namore uma mulher que viaja. Namore uma garota que prefere guardar dinheiro para viagens fora da cidade ou um dia de viagem em vez de comprar novos sapatos ou roupas. Ela pode não estar na moda, mas por trás daquela pele com sardas e bronzeada de todos os dias de sol, encontra-se uma mente que pode te levar para lugares e um coração aberto que levará para o que você é, não para o que você pode ser.
Namore uma mulher que viaja. Você vai reconhece-la pela mochila que ela sempre carrega. Ela não vai estar carregando uma bolsa delicada de mão; onde ela vai colocar seu diário de viagens, suas canetas e sua lanterna que está sempre presa ao zíper da sua mochila? Em uma bolsa pequena, como ela pode trazer o rolo de corda de viagem, os lenços umedecidos, a caixa de biscoito e uma garrafa de água que ela tem sempre em mãos, apenas no caso de alguma coisa acontecer e ela não poder ir para a casa ainda?
Sim, uma mulher que viaja sabe que a qualquer hora alguma coisa pode acontecer e ela deve estar preparada para isso. Nada a pega de surpresa; ela leva tudo com imparcialidade, sabendo que essas coisas farão sempre parte de sua vida. Ela é confiável e segura, características que ela aprendeu enquanto estava na estrada.
Você também vai reconhecer uma mulher que viaja pelo fato de ela estar sempre maravilhada com o mundo em sua volta, não importa se ela está em sua cidade natal ou em um lugar que lhe é totalmente novo. Ela vê a beleza em toda sua volta, não só os destaques dos guias de viagens ou os que são mostrados em cartões postais. A mulher que viaja tem desenvolvido uma profunda apreciação pela vida. Ela não vai te julgar ou te pressionar para fazer coisas que você não quer. Ela entende muito sobre a importância de identidade e auto-eficácia e ela vai apreciar muito mais se você não fingir ser o que você não é.
Você pode cometer erros com uma mulher que viaja e você também pode ter uma forma incomum de se portar perante a sociedade. Confie em mim, ela viu muita coisa pior em suas viagens e ela sabe em primeira mão os caprichos da natureza humana.
Namore uma mulher que viaja porque quando você está com ela, você vai perceber que mesmo que ela tenha cochilado em um templo no Angkor Wat, passeado de gôndola no Mekong Delta, corrido nas ruas de Saigon ou nadado pelada nas cavernas das Filipinas, ela ainda retém aquela humildade que é a marca de um verdadeiro viajante. Ela sabe que ela esteve em muitos lugares, mas ela é humilde pelo fato que o mundo é ainda um lugar enorme e ela tem visto apenas um pequena parte disso. Enxergar isso nela pode fazer você se sentir bem consigo mesmo; não é preciso você fazer mais nada para ser mais. O que você é já é suficiente.
Quando você encontrar uma mulher que viaja, pergunte a ela onde ela esteve e para onde ela está indo. Ela vai adorar o seu interesse e, se você tiver sorte, ela pode te convidar para se juntar a ela. E quando ela o fizer, vá. Nada une melhor as pessoas do que viajar. Em suas viagens, vocês irão enxergar as melhores e piores características de ambos e você poderá então decidir se a luta por ela vale a pena.
É muito fácil namorar uma mulher que viaja. Ela não vai querer presentes caros; você pode comprar pra ela (ou para vocês dois) passagens baratas para a Tailândia para o final de semana e ela ficará mais do que feliz de te levar para a maior ponte de madeira do país. Você não precisa cruzar o oceano; você pode levá-la para sair em viagens de um dia para uma caverna ou trilha ou presenteá-la com uma massagem.
Você pode comprar também coisas que ela teima em esquecer de comprar para si mesma; aquele gancho que prende a mochila dela no assento para que ela possa se sentir mais confortável ao dormir em uma viagem de ônibus, ou uma capa para a mochila, um pequeno despertador, um cinto de dinheiro, ou talvez outra calça sarongue no lugar daquela que ela perdeu na China.
Ela não vai se importar se você se perder no seu caminho para um encontro. Ela sabe que muitas vezes a jornada é mais importante que o destino. Ela vai te ajudar a ver o lado mais tranquilo das coisas. Ela vai caminhar ao seu lado, não atrás de você, apontando as coisas interessantes que vocês verem pelo caminho. Muito antes, você irá perceber que sim, a jornada tem sido mais memorável que o lugar que você planejou levá-la.
Uma mulher que viaja vale a pena? Sim, vale. Então quando você encontra-la, segure-a. Não a perca com suas inseguranças e dúvidas. Porque se ela diz que te ama, ela realmente ama. Afinal, ela tem visto tanta coisa, conhecido tanta gente, e se ela escolheu você, melhor pegar essa oportunidade e agradecer aos deuses por você ter sido sortudo o suficiente para ela ter te escolhido e não aquele cara que ela conheceu enquanto assistia o nascer do sol em Angkor Wat ou enquanto praticava rafting no Padas Gorge em Sabah.
Se ela diz que te ama ela deve ter visto algo em você, algo que sempre pode chama-la de volta de suas viagens, algo em que ela pode ancorá-la para o mundo do jeito que ela quer depois de semanas e meses na estrada.
Namore uma mulher que viaja. Faça ela se sentir segura, aquecida e protegida. Faça ela acreditar que não importa onde ela vá e nem quanto tempo ela fique longe, você estará lá para ela, onde ela pode chamar de lar.
Encontre uma mulher que viaja. Namore-a, ame-a, case-se com ela e o seu mundo nunca será o mesmo de novo.

sábado, março 29, 2014

‘Mães mochileiras’ levam filhos para viagens de aventura pelo mundo

 
Elas estão acostumadas a sair pelo mundo com a mochila nas costas, percorrendo destinos exóticos, dormindo em campings ou albergues da juventude, comendo na rua e fazendo passeios culturais ou trilhas de ecoturismo. Quando os filhos nasceram, resolveram não abrir mão desse estilo de vida e transformaram os pequenos em companheiros de aventuras.
Junto com as suas “mães mochileiras”, Felipe, de três anos, Amelie, de um ano e meio, e Enzo, de sete anos, viajam nesse esquema desde bebês.
Os destinos que eles já conheceram vão desde os vizinhos Argentina, Peru e Chile até os mais distantes Aruba, Nova Zelândia, China, Índia, Rússia e Laos. Conheça as histórias dessas três famílias viajantes.

Felipe tem apenas três anos, mas muitas histórias na bagagem.

Aos 11 meses, ele deu seus primeiros passos em um museu de Bogotá, na Colômbia.
O menino passou o aniversário de 2 anos dentro de um trem na ferrovia Transmongoliana, que vai da Rússia à China. Aprendeu a cumprimentar falando “ni hao” na China e “namastê” no Nepal. Andou de elefante na Tailândia e no Laos e de riquixá na Índia. Deu comida para girafas na Nova Zelândia e brincou com crianças nômades na Mongólia.
Ao todo, ele acompanhou os pais para 26 países. As aventuras das viagens em família são contadas no blog “Felipe, o Pequeno Viajante“.
Felipe fez a primeira viagem com apenas 15 dias de idade. Foi para o Uruguai, que faz divisa com a cidade onde a família mora, Jaguarão, no Rio Grande do Sul.
 Cláudia diz que levar o filho foi uma ótima experiência. “Quando você viaja com criança, as pessoas se abrem muito mais. Você convive mais com os locais, ganha logo a confiança. 
No ano passado, o casal alugou um motor home e passou 40 dias viajando com Felipe pela Austrália e pela Nova Zelândia. Os próximos planos são levá-lo para esquiar em Ushuaia, conhecer a África e fazer uma grande viagem pelos Balcãs, visitando destinos como Kosovo, Sarajevo e Macedônia. “Tenho até medo de que, quando ele crescer, se sature de tanto viajar”, diz Cláudia.
 
 

De mochila pela América do Sul

O nome bem-humorado do blog da fotógrafa Ana Amaral, 32 anos, diz tudo: “Mãe Mochileira, Filho Malinha”. Desde que tinha 3 anos, Enzo, o “filho malinha”, acompanha Ana e o marido nas aventuras pelo Brasil e pela América do Sul.
Sua primeira “mochilada”, como define a mãe, foi para o Chile e a Argentina. Ele também já acompanhou os pais ao Peru e para várias praias, principalmente no Rio Grande do Norte, onde moram.
Programas escolhidos especialmente para agradar ao filho foram incluídos nas viagens. Na Argentina, por exemplo, o show de tango foi substituído por uma visita ao “Museo de los Niños” (Museu das crianças). No Chile, a família foi a um zoológico, e em Lima, a uma ilha de pinguins.

 
Mas certas coisas não mudaram. “A gente não fecha nenhum roteiro, não faz agenda. E também não me preocupo muito em manter a mesma rotina, horário de dormir, de comer. É uma situação diferente, atípica, então eu libero algumas coisas”, diz Ana.
Ana diz que, quando começou a viajar com o filho nesse esquema, as pessoas estranhavam. “Elas acham que ele iria atrapalhar e não iria se lembrar de nada depois, mas não é verdade.”
Para ela, a mentalidade dos brasileiros está começando a mudar. “Uns anos atrás, viajar assim era algo bem europeu. Lá você vê pai com bebê de colo amarrado na mochila. Mas agora o brasileiro está acordando para isso e vendo que não precisa deixar a criança em casa para viajar, mesmo que seja de mochila.”
 
Viajante experiente, Fabiana Guimaro, de 31 anos, adicionou recentemente um item à mochila: a pequena Amelie.
Fabiana e o marido, Eder , compraram uma mochila semelhante à que usam para carregar a bagagem – e que já os acompanhou em uma volta ao mundo de 2008 a 2010 – especialmente adaptada para levar crianças.
A caçula desta reportagem, que tem menos de um ano e meio, viaja com os pais desde os dois meses.
Ela já passou o Carnaval no Espírito Santo, passeou nas praias de Ubatuba (SP), São Miguel do Gostoso (RN) e Aruba (no Caribe) e fez turismo ecológico em Brotas (SP), onde ficou hospedada em um albergue da juventude – os pais queriam acampar, mas choveu e preferiram uma opção mais confortável.
Depois que Amelie nasceu, Fabiana fez algumas adaptações na rotina de mochileira. Incluiu programas infantis no roteiro e observa a disposição da filha. “Tem que respeitar o limite da criança. Não adianta querer levar para passear se ela estiver morrendo de sono”, diz.
Mas a mochileira consegue manter muitas das atividades que sempre curtiu. Fazer trilhas e ir a cachoeiras, por exemplo. “A mochila é tão confortável que dá para caminhar uma ou duas horas seguidas. Ela até dorme”, diz ela, que conta as aventuras da família no blog “Quatro Cantos do Mundo”.
Para Fabiana, “são os filhos que se adaptam aos pais, e não o contrário”. E ela garante que Amelie curte as experiências.
“Ela gosta. Quando vê a cadeirinha, já pede para entrar porque sabe que vai sair para passear. E ela fica tranquila no avião, mesmo em um voo mais longo”, afirma.
O próximo destino da família é Pirenópolis, em Goiás. Eles também querem viajar por 30 dias pelo interior da Austrália no fim do ano e, no futuro, pretendem fazer outra volta ao mundo com Amelie.
“Isso quando ela tiver uns 8 ou 10 anos de idade, para poder entender e curtir mais. Ela vai ter que ficar um tempo fora da escola, mas vai aprender tantas outras coisas diferentes que vale a pena”, diz Fabiana.
Fonte, G1