Mostrando postagens com marcador Love. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Love. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, julho 03, 2014

Não faça promessas de amor

Parece que o tema que mais preocupa as pessoas em relacionamentos amorosos é a fidelidade. Olhando com mais calma, o que parece ferir uma pessoa traída foram o pacto quebrado e a sensação de ver a confiança abalada. Algumas até reivindicam que o jogo tivesse sido aberto antes da pulada de cerca e que pudesse ter sido posto na mesa o mal-estar que precipitou a traição.
Existem dois tipos de promessas: as realizáveis e as impossíveis. Mas não notamos que, no começo de um relacionamento, fazemos todo tipo de promessa sem o menor entendimento da realidade da vida. Fazemos por automatismo, romantismo barato e para garantir para pessoas naturalmente inseguras que nada dará errado.
Quero levantar algumas promessas típicas e suas inconsistências filosóficas:


“Vou te amar para sempre”
Essa afirmação é bonita, mas seria como dizer “sentirei tristeza daqui três semanas”. Como é possível garantir que o amor, um sentimento que depende de múltiplas variáveis para ser sustentado, pode sobreviver para todo o sempre? Sentimentos não são previsíveis, ou pelo menos não são mensuráveis ao longo do tempo. O que poderia ser prometido então? Talvez “farei todos os esforços para renovar meu amor com o passar do tempo”. Menos romântico e mais plausível.
“Nosso amor vai superar todos os obstáculos”
Não, não vai. No máximo fará que atravessem as questões juntos, e estar próximo pode piorar ou melhorar a situação. O que resolve problemas é a sabedoria de um casal, não seu amor. Cultive sabedoria, pois sem ela seu amor naufragará.
“Você nunca mais se sentirá só”
Vai sim, mesmo com a pessoa do seu lado ainda sentirá em muitos momentos um abismo entre o seu mundo idealizado e a realidade. Muitas vezes dirá coisas que ninguém compreenderá e tomará decisões pelas quais só você pode se responsabilizar. Você poderá ter apoio, mas solidão não depende de ter alguém ao lado.
“Depois que te conheci soube que a felicidade seria por toda a vida”
Se a causa de sua felicidade for sustentada nos ombros de uma pessoa, cuidado. É certo que vai quebra a cara, pois você espera infalibilidade de pessoas falíveis e mutantes. Coloque sua realização em se dispor a abrir a mente, ajudar os outros e criar felicidade.
***
O problema das promessas românticas é que elas têm como objetivo aplacar qualquer tipo de ambivalência e angústia próprias da vida. Ela quer uma vida blindada de mudanças e sofrimento e por isso mesmo são pequenas expressões de delírios coletivos. Não há uma resposta definitiva para a vida, a não ser considerar que tudo fatalmente muda e é cíclico.
Se você é capaz de amar sustentando esse paradoxo, pense duas vezes antes de fazer promessas que sabe de antemão que nunca serão cumpridas. Mas também recomendo que as pobres almas crédulas que caíram em algum tipo de golpe pensem duas vezes antes de aceitar palavras sem sentido. Se houve marmelada, a responsabilidade é sua também.

quinta-feira, junho 05, 2014

Para viver um grande Amor

 
Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

 

domingo, abril 20, 2014

Coffe

 
Bernardo, um homem diferente dos outros. Cansou-se das pessoas, do superficial e da hipocrisia das pessoas. Não é fácil viver nesse século, tem que ser muito forte.
O suficiente, para aguentar as dores da vida e toda a chicotada das pessoas, de suas palavras e gestos sem valor algum. Ele olhava pela janela de seu condomínio, o qual, tinha-lhe pagar quase seu salario inteiro, por segurança, por conforto, com alguém superficial, que por sua vez, tornou-se a sociedade.
Eu o conheci, num café da  minha livraria preferida, onde eu costumo inclusive, ficar horas e horas vagando pelas pilhas de livros, meu refugio.
Não foi por acaso, quando ouvi seu sotaque, era Italiano. Me pediu ajuda, era novo na cidade. Veio inclusive, em busca de sua espiritualidade. Me contou um pouco de sua historia, quando há 3 meses pegou o primeiro voo para São Paulo, foi um sorteio onde colocou em uma caixa, todos os destino que  ele queria morar e visitar antes de morrer, São Paulo foi a escolhida.

" Meu senhor,
help me nessa nova jornada,
Brasil, oh Brasil!
Terra das palmeiras onde canta o sabiá.
Escutei essa frase, no aeroporto.
Duas meninas, jovens e lindas
recitavam esse poema.
Não entendi muitas palavras,
estou tendo dificuldade com o Português"

Ficamos conversando, por horas e horas.
Eu lhe fiz muitas perguntas, como uma jornalista. Bom, é a minha profissão. Só que, mais do que isso,  suas historias me deixaram curiosa. Perdi a noção do tempo, eu estava apaixonada, pela sua alma.
Confesso, não me apaixono tão fácil. Inclusive, eu tinha me esquecido como era isso. Cavalheiro, gentil, perfumado e seus olhos, ah os seus olhos.

continue...

Jacqueline Moraes

terça-feira, março 04, 2014

E foi assim,

Éramos um casal um tanto diferente. Nós conhecemos naquele site de relacionamentos cafona, e eu só queria conhecer pessoas loucas e curiosas como eu. Tantas coisas aconteceram naquela ultima viagem em que me fez conhecer você.
Ultima coisa que eu queria naquele momento, era um romance. Não teve jeito, quase tropecei em você no nosso primeiro abraço e encontro.
Você apagou todos os meus medos, você segurou minha mão quando eu mais precisei e me fez sorrir quando eu jamais pensei que conseguiria.
Achei um pouco exótico seus gostos, me identifiquei. Seus planos e sonhos se encaixavam nos meus, da mesma forma que seu refugio era a natureza.
Me arrepiava quando pensava em você, a adrenalina de ouvir aquele som do Skype me fazia delirar. Não me segurei e logo me apaixonei, amava a anciedade de viajar tanto para te conhecer cada vez mais.
Você se lembra do nosso primeiro drink? Pois é, talvez eu devia ter bebido apenas aquele suco de morango.
Não tive mais vontade de sair com meus amigos, e , apesar de sair as vezes, você sempre corre pela minha mente, e continua!
Nosso amor era lindo, eu gostaria de voltar alguns dias, algumas horas e poder te dizer tudo que eu sinto. Queria mesmo, estar fazendo aquele doce árabe que você tanto gosta ou estar te irritando com a pedra de gelo nas costas.
Lembranças que seriam melhor se apagar ou deixar guardados lá no fundo. E abrir o dia que nos encontrarmos novamente!
Tínhamos medo de um dia esse dia chegar, era nosso único medo. Fizemos promessas para nada nos atrapalhar, nada ferir nosso amor e nenhuma dor destruir tudo isso.
Larguei alguns sonhos, para ficar com você e não me arrependo de nada que eu fiz. Só tenho agradecer pelos bons momentos, sim você me fez feliz ate o ultimo momento que estávamos juntos.
Quando eu voltava para casa, queria ter você ali para me acalmar e conversar. Eu sei que você anda muito ocupado, porem, sentia que você não era  mais o mesmo que conheci no feriado de outubro. Não resisti em falar bobagens, cobrar coisas que já não existiam mais.
Não sei se voltarei acreditar mais nas pessoas e nos amores. Você quebrou promessas, desfez tratos, mentiu e fugiu. Passeis os dias, na esperança de uma ligação.
Tentarei acreditar, que tudo foi culpa da distancia. Espero um dia ser sua amiga pelo menos, e não tocarei mais nesse assunto.

Eu sinto sua falta, independente da onde você esteja. Seja feliz meu amor.

sábado, fevereiro 22, 2014

To me fall for you...


Sabe, não sou o tipo de mulher que se apaixona por um rosto lindo e um corpo sarado. Também não me importa se você usa roupa de grife, tem um carro do ano e só bebe destilado importado. Não quero saber se você frequenta as casas noturnas mais badaladas da cidade, e que gosta de mostrar o quão influente é a sua presença nesses lugares.

Eu não sou o tipo de mulher que vai se apaixonar, só porque você me chamou de linda. Muito menos ficarei puxando o seu saco quando você começar a contar vantagem pra cima de mim. Aliás, é provável que eu te ache um babaca se você fizer isso.
Eu não quero saber quanto tempo você passou na academia. Nem sobre aquela noitada com os amigos onde todas as mulheres babavam em você. Aliás, se tem um monte de mulher correndo atrás de você, querendo que você saia desfilando com elas do lado, no melhor traje, maior salto e uma make arrasadora, parecendo um pinheirinho de natal de tanto penduricalho, fique sabendo, que eu não sou dessas mulheres.

Talvez seja por isso que até seja difícil eu me apaixonar. Não me encanto por tamanhas futilidades. Às vezes eu me encanto por alguém. Acontece quando você é desses caras que tá de bem com a vida e consigo, mas não precisa esfregar na cara de tudo e de todos isso. Eu me apaixono quando eu vejo que você cuida de mim, sem invadir meu espaço. Se preocupa comigo, mas não me faz sentir uma incapaz. Eu gosto quando você é gentil, pega na minha mão, me olha nos olhos, me abraça.
Se você for inteligente, eu me apaixono. Mas não precisa querer me mostrar o quanto você é inteligente o tempo todo. Eu vou perceber isso quando conversarmos. Aliás, eu me apaixono se você gostar de conversar, e gostar de ouvir.
Olha, vou contar que eu tenho uma queda grande se você tiver um desses talentos bonitinhos, do tipo saber cozinhar ou tocar violão. E gostar de ficar fazendo companhia, durante horas, fazendo um carinho bom… E eu não vou me importar se seu perfume é de marca ou não.. eu gosto de sentir o cheiro da sua pele mesmo… Se eu gostar do cheiro da sua pele, se nossa pele combinar, te garanto, eu serei capaz de me arrepiar inteira apenas com o nosso toque.

 
Eu vou gostar se você me surpreender. Mas nada exagerado. Não quero que você demonstre em público com declarações cheias de potenciais micos. Me surpreende trazendo a minha cerveja preferida, ou me leva pra jantar naquele restaurante que eu adoro.
Eu não quero saber se você vai me dar presentes caros, ou pagar sozinho a conta. Aliás, entendo o pagar a conta como uma gentileza. Não sou dessas neuróticas que quer mostrar que sou independente de qualquer homem e que entende isso como uma ofensa. Mas isso não vai me fazer ficar apaixonada por você. E se você quiser dividir, eu também não vejo problema nenhum. Agora, se você se importa com outras coisas, se demonstra que tem interesse em mim, de saber quem eu sou ou da onde vim, e quer dividir essas coisas comigo também, olha, eu posso gostar de você.
Se o nosso papo flui, se a gente conversa, e gosta da companhia um do outro… se o beijo encaixa, se na cama encaixa, se no gosto encaixa… Se você me admira, e não me vê nem acima, nem abaixo de você, se você valoriza minhas qualidades que vão além de um rosto bonitinho ou de um par de peitos e uma bunda, olha moço, eu tenho grandes possibilidades de me apaixonar por você… Se você me olha nos olhos, me abraça apertado, me faz rir e quer dividir sua intimidade comigo, você me encanta… Se você me pega pra dançar, me beija na testa… Se me puxa de repente e me arranca um beijo… Mostra respeito mas não esquece do tesão, olha, você tá no caminho certo.
No jeito que você me olha eu sou capaz de perceber se me acha linda, se me acha gostosa. Então me olha, me admira. Repara em cada pedacinho de mim.
E cuida. Dá atenção. Me faz rir. Me arranca gargalhadas. Eu adoro quem faz isso. Não concorda com tudo que eu digo, me contesta. Mostra que você pensa sob outro ponto de vista também. Me mostra que a vida é mais que isso que eu penso. Me ajuda a enxergar coisas novas, vou fazer isso com você também. Me manda uma mensagem no meio do dia dizendo que pensou em mim porque viu algo que eu gosto muito ou porque sentiu saudades. Diz pra eu ficar bem quando nos despedirmos. Me abraça. Diz que não vê a hora de me ver de novo.

 
Saiba, que o que vai me fazer apaixonar por você, não é o que você tem, não é o seu corpo, não são suas “conquistas invejáveis”. O que vai me fazer ficar apaixonada é quem você é, é o que você pensa, e como você me trata. É como estamos em sintonia e como me sinto bem simplesmente por estar ao seu lado.
 

sábado, fevereiro 01, 2014

É um sinal

As duas horas em ponto quando olhei no relógio, e eu precisava ir na Liberdade para comprar sushi, não entendia porque eu queria comer comida japonesa. Era um sinal.
O sol escaldante no céu, vestido de pássaros, lenço de cabelo no estilo pin up. Meus olhos viajavam ao olhar na janela do metro, embarquei no metro mais perto de casa, pinheiros. Me deixe sozinha, que eu viajo nos pensamentos.
Era um dia qualquer, desci na Liberdade. Desci a avenida um pouco distraída procurando o fone de ouvido na bolsa.
- Aii!  -gritei um pouco assustada, trombei com aquele menino.
- Me desculpe moça, estou atrasado para um ensaio. - Disse ele com pressa
- Presta atenção da próxima vez - Eu disse.
- Oook, ok! - O que eu posso fazer para você não me olhar brava deste jeito?
- Ah? - Tentei me fazer de desentendida.
- Sei que nos encontraremos, minha banda ira tocar hoje as 16h na praça da Universidade. - Recrutou.
Cabelos escuros, pele branca, alargadores estilosos, olhos profundamente castanhos. Eu tinha que esquecer aquela cena - TRIIIII- Atendi o telefone observando aquela atrapalhado correndo no final da rua ate virar a esquina de objetos sem sentido.
- Helo? Heloisa você esta ai? Me responda. - Minha amiga tentando falar comigo e eu não respondia.


Pessoas com pressa, objetos de gatinhos, leve vento mexendo meu vestido, crianças encantadas com a decoração da avenida. Estava sendo movida por algo diferente, além do sushi comprei também um objeto de decoração sem sentido e aquele sorvete enjoativo. Um timbre, uma voz encantadora escuto no terraço da Sorveteria e eu precisava seguir aquele som. É um sinal.
Vejo ele passar, vejo a cantar, face to face.
Espero um sinal, Tá tudo bem, mais não é nada sério.

domingo, novembro 17, 2013

Respeito

The respeito é o pilar da relação. Quando existe o respeito, ninguém dá um passo à frente, sem levar o outro consigo. Não há maiores decepções e os dois caminham lado a lado. O Respeito é a base de tudo.
Ter respeito é sentir orgulho, é admirar o parceiro. Mostrar ao mundo sua felicidade de estar ao lado dele. Respeitar é valorizar a mulher que ama, mesmo quando ela não está presente. É pensar em dobro, não abandonar jamais. Respeito é entrega, atitude e proteção. O respeito é ingrediente fundamental na fórmula do amor.
Sem respeito, esqueça. O amor tem diversos pilares que, uma vez derrubados, destróem gradativamente o sentimento. A confiança – mesmo quebrada – tem conserto, mas depende da tolerância. O tesão, pode ser recuperado facilmente. O respeito, se perdido, jamais será retomado. E ele leva consigo a capacidade de continuar uma história. Ao perder o Respeito, quebra-se o encanto.
Respeito é saber ouvir, perceber a fragilidade do parceiro, identificar o motivo do mau humor dela, numa quinta-feira pela manhã. Respeitar é o abraço que interrompe a briga, o beijo carinhoso em público, o sorriso de felicidade ao encontrá-la no fim do dia. Respeito é limpar o sorvete que ficou no queixo dela, é cobrí-lo com a coberta, quando ele estiver encolhido dormindo no sofá, é lembrar de levar pra casa aquele doce que ela gosta, é apaixonar-se repetidamente. Respeito é uma forma de sentimento.
Respeito se vai com a negligência. Não precisa ofender, basta ignorar. Uma mulher precisa ser amada, especialmente quando ela parecer forte. É necessário identificar as nuances da fraqueza feminina. O homem carece de altivez ao seu lado. Ofereça galhardia e compreensão e tenha a fidelidade eterna como recompensa. Respeitar o outro é valorizar as próprias escolhas.
O respeito é uma arte, uma música que trilha a relação a dois, uma paisagem do casal. Está ali, é vital para a manutenção do relacionamento, mas talvez só será descoberto, quando faltar algum dia. Respeitar é o primeiro passo, revela a sinceridade dos gestos, expõe a harmonia matrimonial. O respeito é a segurança do amor.


sexta-feira, novembro 15, 2013

Escolhas

A vida é feita de escolhas. O amor também. Podemos escolher entre a felicidade plena e linear, ou a vulnerabilidade da paixão. Mesmo quando temos a chance de optar pela serenidade de um sentimento maduro, concreto e estável, há quem prefira aquela dúvida de um olhar correspondido. Não tem jeito, algumas pessoas não se adaptam ao outono de uma relação duradoura. Preferem o fogo no vão da incerteza, o desafio constante da autoestima.
Não é fácil escolher entre o calor que incendeia e o morno que aquece. É uma armadilha do destino, que instiga as nossas vontades urgentes. Uma paixão que desatina nos faz refletir sobre tudo que nos envolve. Somos tomados por um desejo de eternidade daquela sensação flutuante de êxtase. O problema é que a paixão nunca será eterna. O fogo que queima a pele é inebriante, porém efêmero, como todo ápice da vida. Nem sempre temos a maturidade necessária para entender isso.
A adrenalina do caos emociona. Mais do que isso: ensina. Estar envolvido num turbilhão de sentimentos, dúvidas e sorrisos, permite uma visão além do corpo. Lidarmos com a tempestade nos prepara para as adversidades do tempo. Enfrentar obstáculos é mais do que edificante. É recompensador.
Muitas vezes fazemos escolhas erradas. Escolher é também renunciar, abdicar algo que não consideramos o ideal para aquele momento. A resposta se acertamos ou não pode vir muito tempo depois, mas o segredo é sempre tomar uma decisão com o coração, jamais com a cabeça. Se a razão lhe cobrar depois, responda que a sua consciência emocional está tranquila. O que não podemos fazer é insistirmos numa escolha equivocada. Não existem decisões definitivas.
Nenhuma escolha é fácil, especialmente na vida amorosa. Aquele cara que mexe comigo como ninguém, ou aquela pessoa que me completa e me entende? Uma vida suspeitando daquele cara que não sei se posso confiar, ou aquele que é gentil e que me faz rir?
Nossa felicidade depende das nossas escolhas. Quer ser feliz agora ou pra sempre? Você escolhe!


quarta-feira, novembro 13, 2013

Dar um tempo

Dar um tempo é perder tempo. Covardia da boca, frase do medo. Decisão indecisa, contradição da vontade. Tentativa de conformar sem confortar. Dar um tempo é sentir pena de machucar quem deixamos de amar. É o fim abreviado. Injeção letal com anestesia. Dar um tempo é a vergonha do brio, escudo transparente do verdadeiro desejo.
Quem pede um tempo, não quer admitir que o ciclo encerrou, pelo menos de forma unilateral. E aí, não há o que fazer. Não se ama por dois. Ao pedir um tempo, a necessidade é de se afastar. Ledo engano. A proximidade é que poderá consertar o que se quebrou. Dar um tempo é abrir espaço para o conveniente, para dormir em outras camas, para pensar na vida. Se você precisa pensar longe da pessoa com quem você está, sinto em dizer que não há mais o que pensar.
Quem ouve “Precisamos de um tempo”, se sente como um analfabeto emocional. Como é difícil entender palavras tão claras. É uma briga do ouvido com a razão. A primeira reação é a ilusão de que não passa de um tempo. Tempo que acaba. Tempo que não volta mais. Somente com tempo, entendemos o que o tempo quer dizer.
Durante o tempo solicitado, vivemos presos num limbo sentimental. Ficamos perdidos, sem saber verdadeiramente as regras desse novo jogo. Posso ir à uma festa? Tenho que avisá-lo? E se eu ficar com alguém? Azar, ele deve estar fazendo o mesmo. E se ele estiver só pensando? E se me ligar amanhã? Vou encontrar algum conhecido dele? Quer saber, eu mesma vou terminar. Mas e se ele quiser voltar? É um tempo que não tem fim.
Lógico que o tempo pode ajudar algumas relações, especialmente quando ocorrer de forma mútua. Por vezes é preciso repensar a situação a dois, mas não há melhor forma do que fazer isso juntos. Geralmente, quando um pede o tempo, já não há mais espaço para dois. A união tornou-se individual. É uma tentativa de respirar no sufoco das brigas, desentendimentos diários, ou até mesmo na falta de sentimento. Ninguém é culpado por deixar de amar, mas a sinceridade é sempre a melhor saída. A melhor forma de sair.
Dar um tempo pressupõe uma abertura do relacionamento que apenas um compactua. O outro aceita. Na fraqueza, o casal volta. Em seguida, a conversa do tempo volta à tona. A saudade não é mais da pele e sim das divergências, do corpo como uma mobília que faz falta na sala. É um precedente para um vai-e-vem sem fim, até o basta final.
Dar um tempo é perder tempo. Ao dar um tempo, o fim já começou.

quinta-feira, março 07, 2013

Depois da mensagem



    Nova mensagem no celular. O coração dispara feito louco. O cérebro libera quantidades significativas de dopamina, feniletilamina e ocitocina. Mas veja só, nós agora sabemos, não é ele. E obrigada operadora, mas não, eu realmente não quero mudar de plano ou participar de uma nova promoção que promete mudar minha maneira de falar com as pessoas que moram longe. Para falar a verdade, não acredito mais em promessas fáceis. E agora, nem em pessoas distantes.
    Dessa vez serei sincera. Não sei bem quando essa bagunça começou, e nem se as coisas realmente estão fora do lugar, mas refletir sobre isso tem me feito muito bem. Às vezes, a vida tem dessas coisas. Um pequeno desvio para mudar completamente a direção: Um voo arriscado e inesperado, seguido de uma queda dolorosa e contestável e por fim, finalmente, uma nova realidade e maneira de encarar as coisas.
    É isso que faz o hoje se diferente do ontem. E não simplesmente as horas que passaram no relógio. É como eu sempre digo para minhas amigas. Novas cicatrizes disfarçam antigos hematomas. Especialmente aqueles que cultivamos só para saber se ao apertar, ainda vão doer e incomodar como antes. 
     O que acontece na alma de quem a gente gosta será sempre um mistério. Uma espécie de labirinto quase sem saída e cheio de surpresas. E cá para nós, ainda bem que é assim. Não teria tanta graça se fosse simples. Se fosse fácil. Mas isso, entendam de uma vez por todas caras que eu possa vir a me apaixonar um dia e garotas que insistem em se apaixonar por idiotas, não tem a ver com o fato do sentimento ser ou não ser sincero e puro. É imprescindível que seja real. Que seja sem limites. Que realmente faça, nos momentos necessários, o resto se tornar insignificante.
Jacqueline Moraes

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Uma carta

    Dear Grandparents,
     Eu gostaria de poder me expressar o meu amor por vocês, mas não sei o motivo pelo qual não consigo dizer, ou apenas abraçar. Talvez por essa minha criação maluca dos meus pais, de nunca ter conversado comigo, nunca ter se preocupado sobre o que eu quero da minha vida, de não aceitar nenhuma demostração de amor de uma criança, ou de sempre eu ter sida rude pelo fato de todo dia ter ouvido na minha vida" se vira, problema é seu" e apanhar todos os dias, como que se isso fosse resolver a vida mediocre deles. Ta, isso não em a ver, mas influencia pelo fato de eu ser distante com todos.
    Não tenho mais meus pais comigo, na verdade eu tenho vocês. Only!
Acabei de conversar com um amigo pelo " facebook" e ele falou que perdeu o avô dele. Na hora começei a chorar, pensei por um instante - Eu sei que isso vai aconteçer um dia , e eu não quero pensar sobre isso, mas so de ouvi isso me fez chorar muito. Daqui uns 30 anos anos quando aconteçer, vou perder meu chão, literalmente. 
    Eu irei embora em pouco meses, eu sempre quis fazer esse intercambio. Me doi so de pensar que não irei ver vocês por um ano. Vocês foram os unicos na minha vida que eu senti um amor verdadeiro por tanto tempo, desde que nasci. Eu sentirei muita falta, talvez as unicas pessoas o qual eu pensarei todos os dias, ao acordar e lembrar que não tem cachorro para eu mandar calar a boca e meu avô brigar comigo por isso, ou da minha avó vir toda hora perguntar se eu estou com fome.
    Queria tirar essa barreira dentro de mim, meu refugio as vezes é me trancar no quarto e tentar não pensar em mais nada. Quero pedir desculpas pelos gritos que descontei em vocês nessa ultima semana, por causa do meu pai. Queria pedir desculpas por eu ter passado o Natal fora de casa. Quero pedir tambem que não pense tudo sobre que seu filho diz sobre mim. O unico motivo pelo qual eu largaria meus sonhos, são por vocês, mas esta na hora de eu partir, mais uma vez. Pelo meu futuro, meus planos. Nunca pensem que eu não os amo por isso, e não que fora de casa eu seje mais doce, mas acabei criando uma barreira para nao me magoar quando meu" pai" vem em casa e começa me humilhar ou falar bobagens.
    Não consigo dizer tudo isso, talvez eu nunca soube expressar meus sentimentos. Por esse fato, de desde pequena aprender a segurar toda barra que passei na infancia assistindo as brigas mortais dos meus pais.
    Eu os amo muito, mais que tudo nessa vida, um dos motivos pelo qual eu voltei de Limeira. Como eu disse, tenho que ir atras dos meus sonhos, ja estou adiando ha 3 anos. Agora é a hora, trabalhei para isso, e vou conquistar isso.
    Posso não demonstrar todo meu amor por abraços ou palavras bonitas, mas essa carta ja significa algo muito grande para mim. 
    Vou para um pais totalmente diferente, e vocês estarão no meu coração a todo momento, a cada passo, a cada vitoria, a cada prato feito sem ter que precisar da ajuda da vó para me salvar, ou gritar pelo meu avô para matar a barata no meu quarto. Pois foi por vocês que me tornei a pessoa que sou hoje, se não fosse por vocês eu estaria sei la aonde agora, perdida por ai,  ou sei la viva. Mais uma vez, desculpa por tudo, mas saibam que por dentro minha vontade é de correr e abraça-los ou ate mesmo me enfiar debaixo do cobertor como ha 15 anos atras.
    Te amo vó, mais linda e amavel do mundo. Te amo vô, pela coragem e toda batalha. Me espelho em vocês, em todos os momentos da minha vida, um exemplo de avôs  de pais e de amigos.Tem onde herdei tanta aventura. Um dia quero ter conquistar essa maravilhosa comemoração de 50 anos de casados como vocês. Impossivel no meu caso, mas quem sabe eu nao viva 150 anos para isso. 
    Eu gostaria de gritar o quanto eu amo vocês, mas isso não é preciso. Voces sabem disso. Pelo meu olhar. 
   Da pessoa que mais admira vocês, Jacqueline com orgulho de escrever  o Moraes, pelo meu segundo pai e avô. 
Obrigada, por tudo!


quinta-feira, dezembro 06, 2012

Amor de timeline

 
    O casal beijava com estalos: smaaack! E se agarrava muito na frente de todo mundo. Eu tinha uns dez anos quando vi a cena e comentei com minha mãe mo quanto eles eram apaixonados. " Que nada", ela respondeu. Fiquei indignada! Como ela poderia desconfiar do amor de duas pessoas que demostravam tanto carinho? "Ah, minha filha, ja vivi o bastante para saber que isso não vai durar". Meses depois, o casamento dos beijoqueiros acabou.
    E, finalmente entendi o que ela quis dizer com: " Quando um casal é realmente intimo, ele se entende só de olhar e as pessoas em volta mal percebem". Um sabe o que o outro esta pensando. São capazes ate de fazer perguntas entre si, dar respostas e se provocar - sem usar palavras. É  que a proximidade de um casal é construida durante muitas conversas " em particular". De vez em quando, me lembro das palavras ao ver casais no Facebook trocando mensagens de amor (publicas!) diariamente. Fotos de línguas se unindo..."delicinha" pra cá, "Gostosuscho" pra lá...Tudo em publico, para receber os devidos comentários e curtidas dos amigos.
    Ah, quem nunca fez algo parecido  Um vez ou outra, tudo bem, o amor é mesmo cafona. E se cafona pode ser bem divertido. Mas, quando a necessidade de demostrar amor pelo namorado vira um hábito repetido em publico varias vezes ao dia, cansa todo mundo: os amigos da timeline e, ás vezes, o próprio namorado. Para mim, fazer muito estardalhaço do amor que sente, na maioria das vezes, parece desespero. Desespero em convencer a si mesmo, ao seu parceiro e aos outros de que todo esse afeto é mesmo real.
    O amor, para crescer e amadurecer, precisa de mensagens pelos inboxs do mundo, de bilhetes, telefonemas, conversas ao pé do ouvido. Segredos! Aqueles só dos dois e que ninguém nem iria se interessar em saber. Brincadeiras, historias vividas offline. Nos tempos em que tudo é anunciado em alto e bom som, a intimidade silenciosa esta anda mais linda.
                                                                                                 Jacqueline Moraes

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Apenas 2 minutos

    Preciso escrever, tenho tanta coisa a dizer. Tantas coisas que aconteceram  esse meu livro que não sai apenas de algumas paginas, ou paginas são escritas em aletorio, sim preciso botar tudo em ordem e a cabeça no lugar também sobre muitas coisas. São 3:43 a.m., e não consigo dormir. 
    Gostaria mesmo que você estivesse aqui me dizendo qual seria a melhor maneira de encarar isso, gostaria mesmo de sair da frente do computador e fazer algo para me distrair. Pena que não tem balada de rock as terças- feira. Pois bem, não era disso que eu precisava mesmo.
    Acho que eu preciso dormir, e essa minha fascinação por escrever continua, estou gostando.
    São apenas dois minutos para digitar, nada pode ficar em branco.
    E não vou lhe prometer, mas digo que vou tentar descrever o que me perguntou no Domingo.
    A real, essa foto descreve como eu queria estar agora.

                                                                                                                 Jacqueline Moraes





terça-feira, novembro 27, 2012

    Quem foi que disse que homem não fosse sensível, esta totalmente enganado mais precisamente, enganada!
    Ao observa-los, conversar com eles, é bem visivel isso. Sua necessidade de se identificar com alguem para conseguir se abrir.
    Isso não é ruim,vejo como uma forma de confiança para poder se justificar sobre gostos, lugares e vontades.
    Alguns são tao faceis que saber, outros não tem muita cabeça para isso, assim como os playboyzinhos que eu realmente ja admito falar q sou lesbrica so para nao da muita moral.
    Bom melhor eu nao me expressar tanto sobre esse assunto, ate porque sera so mais um capitulo. 
                                                                                                              Jacqueline Moraes