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terça-feira, outubro 07, 2014

Contarei para os meus netos!


Preto, branco, ou azul. Qualquer coisa seria viável naquela noite. Minha intuição gritava: vai em frente. Costumava passar meus finais de semana pro aí, sem destino, o importante era estar com os amigos, mas na maioria das vezes, eu acabava ficando sozinha.
Era verão, quando chegamos em New York City, estava um pouco nervosa. Afinal, dirigir numa big city com seus chefes, não é muito agradável.

Na rua da Penn Station Street,  Mayara foi verificar a reserva do Hotel. De repente, vi pessoas gritando desesperadas, baixei o vidro, minhas pernas começaram a tremer.

- U can't stop here! GO, GO OUT!
-What?  sorry I'm not live here. - I said.
- Just go out! - Someone yealled me.
Fiquei desesperada, pensei que eu poderia ser presa. Afinal, você é preso por qualquer coisa nos Estados Unidos. Mas deu tudo certo, apesar que, policias começaram a me cercar, somente por ter parado na faixa amarela em frente ao hotel. Por um momento pensei que eu estava no Brasil.

Jump, Jump. Nos sentimos assim, quando entramos no quarto. Três brasileiras num hotel sozinhas, ia ser um pouco preocupante. Não por elas, mas eu estava completamente agitada.
Bom, naquele dia eu não queria pensar em mais nada, quando ia na City, os obstáculos desapareciam e a paz reinava  meu peito. Queria ter experimentado diversos restaurantes, mais como toda brasileira cômoda, tudo terminava em Mc Donald's.

[ Meus amigos me descrevem como "louca", pela vida ou por eu ser eu mesma. Outros dizem, que eu deveria ser jornalista, ou fotografa. ]

Convenci minhas amigas que iriamos fazer a festa de despedida da Mayara em alguma Party na cidade. Uma delas precisava de um vestido para a night, andamos por quase 3 horas, enfim, encontramos! Depois do cansaço fui me deliciar no Dunkin' Donuts, aproveitei e levei mais 5 para a viagem.
É muito engraçado se arrumar com suas amigas, mulheres são divertidas. Mesmo querendo ser práticas, conseguem sempre tornar as coisas mais complicadas. Que roupa eu vou? Batom vermelho ou vinho?. Mas elas não eram assim, alias, como agradeço por ter as conhecido. Naquela noite eu estava completa, não precisava de mais nada.

- Taxi!!!- gritei na rua. Entramos tagalerando em Português.
- Para onde vão? - Disse o Taxista.
- Vamos para 39 E 58th St Please! - eu disse.
- 7 dólares.

Elas não conheciam baladas na cidade, indiquei a Lavo. Ficamos na fila por quase 20 minutos, e decidimos ir para outro lugar. "Marquee", foi a escolhida. Pegamos um táxi. É incrível como tem "otários" em todos os lugares, mas eu tenho certeza que aquele taxista era Indiano. Começou perguntar para Karen sobre o perfume dela, como uma doce mulher respondeu com muita educação. Então, comecei a ficar nervosa, pois eu sabia as intenções daquele homem e aonde isso poderia chegar. Costumo ser muito educada com todos, mas nesse momento, comecei alerta-las em Português sobre o perigo que poderíamos passar. Após alguns segundos, o embriagado quase bateu o carro. Começou a dirigir em ziqgue zaque, ficamos com medo e então comecei a xingar na minha língua nativa. Optei por pular do carro, elas não tiveram coragem. O indivíduo começou a falar que éramos" good". Não tenho paciência para homens,  tive que ser grossa e falar que namorada das  minhas amigas. Chegamos salvas.
Marquee é considera uma das baladas mais populares de Nova York, portando, eu já espera uma fila gigantesca. Como eu já estava meio nervosa, deixei minhas amigas na fila e fui para uma vip, meu plano era encontrar uma fila menor. Tinham 3 Canadenses na minha frente, estavam conversando sobre a ultima viagem que fizeram no Caribe, quando de repente, olharam pra mim...
- Hi there how are you? Where are you from?
- I'm from brazil, why?
- Sorry, cause are u looks like very diferente - he said.

Eu tinha entendido, na visão dos homens, nós brasileiras somos privilegiadas pelas curvas. Começamos a conversar, quando um deles disse que iria entrar na festa sem pagar, pois era amigo do dono. Me convidaram para entrar com eles, agradeci e fui. Gritei para as minhas amigas.
- Meninas, me siga, venham logo!!! Mas fiquem caladas. - Gritei rezando para não ter nenhum brasileiros ouvindo.
- Mas o que esta acontecendo? Como você conseguiu passar na frente de todos e ainda, sem pagar? - Mayara questionou.
- Simples, seja cara de pau!

Os rapazes era muito bonitos, mas a minha intenção era apenas me divertir, e não "pegar" alguém. Assim que entramos, as puxei pelo braco e caímos na multidão. Deu certo, não os vimos mais naquela noite. Como tínhamos entrado vip, poderíamos beber sem pagar por nada.
Em menos de 15 minutos eu já estava bêbada. Não lembro o que bebi, peguei as garrafas e brinquei de ser ''bar men". Minhas amigas não eram tão loucas quanto a eu, senti as levando para o mal caminho. Mas era uma fase, eu precisava daquilo naquele momento. Longe do meu país, enfrentando uma vida complicada nos EUA.
Dancei a noite inteira, conversei e filosofei com pessoas de diversos países. As mulheres como sempre, me matavam com os olhos. Os homens, me paqueravam. Mas eu só queria conversar e nada mais além disso. Lembro vagamente daquela noite, nunca bebi tanto como naquele noite.

- Jackie, já são 2h30 e estamos cansadas. Vamos embora?
- No Way! Está muito cedo, vou ficar ate fechar. Não se preocupem eu sei me virar, quer que eu repita o endereço do Hotel?
- Mas você não esta bem, esta dançando desde que chegamos.- Mayara disse preocupada.
- May - Disse a Karen - Ela sabe se virar tenho certeza, vamos embora ela tem o nosso telefone, se algo acontecer ela vai nós ligar.

Karen estava certa, ja tinha lhe dito que, se caso quisessem ir embora, eu ia me virar. Me lembro quando algums pessoas me chamaram para ser DJ da festa e me pediram para sambar. WTF!
Algumas horas depois, estava no sofá escrevendo meus versos no celular. Quando um segurança desagradável disse.

- Time to go! GO, GO ,GO!
- Okay, I'm going Filha da*&&¨.

Não senti medo, eu ainda lembrava o endereço do hotel. Fui pra fora, filosofei com um Belga que pediu o meu facebook, e hoje somos amigos. O pessoal que tinha saido da party me disseram ''Bye Bye'', é, fiz amizade com todo mundo da festa.
Peguei um taxi, disse o endereço e já fui ameaçando se caso ele fosse dar em cima de mim. Era para ser apenas 3 dólares de gorjeta, me roubou 2 obamas, então acabou sendo 5 dólares. Cheguei no Hotel, dizendo Good Morning para todos às 5h30 da manhã.
Fiquei aflita quando apertei o botão do elevador - sera que ainda lembro da porta do quarto?.  Entrei no Elevador, e tinha um Mexicano que não falava inglês. Como todo homem bêbado e fdp, começou a dar em cima de mim. Como eu estava um pouco alegre, disse a ele que trabalhava na FBI e se caso ele tentasse me abusar, eu cortaria o pinto dele. Sim, eu disse isso em Espanhol. Mesmo não sabendo espanhol, uma Colombiana que conheci na festa me ensinou algumas palavras, foi o suficiente para me defender. Mas, não lembro mais nada em Espanhol.
Por sorte, não me perdi nos corredores. Abri a porta, e minha amiga:
- Essa é hora de chegar mocinha?

Já disse que me sentia em um filme nos EUA?
- I just want to eat some donuts and sleep. Good night!

Jacqueline Moraes

quarta-feira, abril 02, 2014

Molestia

E assim continuo
vagando por imprestáveis almas.
Cruas e vazias,
cadê o humanismo?
Ate onde continuaremos,
sendo um fragmento egoísta
e assim, medíocre.

Meus olhos enchem de lágrimas,
quando me vem a palavra " África" na cabeça....
quase um sinônimo socioeconômico 

de  pobreza, da indigência e do desamparo.
Admiro do fundo do meu coração
ricos de espíritos; que são capazes de
enterrar sua vaidade e seus orgulhosos insípido.

Que são absolutamente capazes
de se modificarem a si mesmo e
doar compaixão ao próximo.
Desejo do fundo da minha alma,
ajudar os miseráveis e aos sórdidos.
Não estou dizendo sobre o dinheiro,
mas sobre a verdadeira significância de ser Humano.

Não quero deixar minha essência
ser corrompida pelos pedaços e fragmentos;
da ignorância, da alienação e da ganância.
Isso não se cabe apenas em países desenvolvidos,
inclusive vejo em meu dia a dia exemplos concretos
dessa voracidade e luxúria pela possessão
ao extraordinário "poder" de nosso companheiro.

Gosto de discutir sobre a politica,
e também sobre a formação de interpretes.
Tenho a certeza absoluta que todos já foram
vítimas desse contexto, pelo bem ou pela agressão.
                             
                             Jacqueline Moraes

terça-feira, abril 01, 2014

Como uma singela melodia

Seus olhos se cruzaram com os meus
sem nada planejado,
senti o sinal do Adeus.

Sua voz soava como uma singela melodia
senti a vibração de sua alma,
talvez seja covardia.

Ah, se eu soubesse
Que essa paixão me despertaria,
me mantivesse.

Nossos olhos se cruzaram,
na guerra da civilização
onde o prédios ruinados estiveram.

Não me leva a mal,
Sei que isso não vai passar
Um desejo descontrolado e anormal.

                                                             Jacqueline Moraes

domingo, março 30, 2014

Domingo de manhã


Domingo de manhã.
Se foram os tempos que neste momento,
eu estaria em algum ônibus, trem ou metrô.
Eu poderia estar conversando com pessoas desconhecidas
tentando decifrar o mapa de ponta cabeça,
ou comendo aqueles salgados de microondas.

Domingo de manhã,
O sol ardente e efêmero lá fora,
os pássaros cantando como se fosse a ultima vez,
o vento balança meu cabelo.
Vento sul, vai chover.

Domingo de manhã,
como de costume, compro meu jornal matinal e
faço o meu café com panquecas.
Primeira manchete  sobre a estúpida politica brasileira,
tento bolar algum plano para melhorar este pais, sei que será impossível.

Domingo de manha.
No auge dos 22 anos, e,
só quero a tranquilidade do Domingo
Talvez chamar alguns amigos  parar papear,
ou apenas ler um bom e ouvir  Elvis.
Separar brinquedos  e roupas para doar no Orfanato,
é o que eu preciso fazer.

Jacqueline Moraes
 

terça-feira, março 25, 2014

O tempo


Por algum motivo desconhecido fui parar nos primeiros posts publicados aqui no blog. Mais de quatro anos se passaram desde o dia que resolvi desabafar pro mundo o que apertava meu peito e não me deixava dormir. Eu ainda lembro os motivos, geralmente tenho que falar sobre isso quando me perguntam como tudo começou, mas é estranho imaginar que um dia fui aquela garota. Somos Jack's completamente diferentes agora.
A melhor – e também pior – parte de escrever é que você nunca se livra completamente de um sentimento ou pensamento. Eles ficam eternizados ali, esperando alguém que tá passando por aquilo ler e se identificar. Isso é legal. Esperando você voltar só pra jogar na sua cara o quanto aquela era uma versão easy dos verdadeiros problemas que surgiriam na próxima esquina.
Sei que os dramas da adolescência vão se dissolvendo aos pouquinhos nos compromissos e obrigações da vida adulta, nas experiências e desilusões, mas é sempre um choque voltar lá no começo e lembrar que um dia a gente viu a vida daquele jeito e jurava, de pé junto, que sabia das coisas. Que amava de verdade. Que tinha todas as respostas. Um plano infalível pra realizar todos os nossos sonhos. Pfffff.
Não vou mentir. Dessa ingenuidade eu realmente sinto falta. As coisas são mais simples quando você não tem a menor ideia do que tá fazendo. Sem lembranças ruins a gente não tem o que temer, né? As músicas são só músicas. As ruas são só ruas. A hora de dormir é a hora de dormir e pronto.
Às vezes penso que eu costumava ser mais corajosa e impulsiva. Outras horas percebo que aprendi a me preservar mais. Drama dá audiência, mas eu já não quero fazer tanto barulho. Agora é mais difícil lidar com algumas coisas porque tá tudo mais exposto. Minhas prioridades mudaram. O sentimento, matéria bruta de parte do meu trabalho, tá escondido num lugar onde é difícil pra caramba de alcançar. Sei que em algum momento eu mesma o coloquei lá, então tento não colocar a culpa em ninguém. Todo mundo tem um esconderijo. Ele só vai ficando mais cabalístico com o tempo. A sorte é que algumas pessoas não desistem nunca de nos ajudar a chegar lá. Nunca estamos completamente sós. Ainda bem!

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Uma carta para mim mesma há 10 anos atrás

 
Oi, Jacque.
Há grandes chances de você estar lendo essa carta enquanto corrige alguma lição de inglês. Você adora isso, né? Não é à toa que infernizou a coordenadora da sua escola até que ela topasse te deixar dar umas aulas (com a condição de que você não contasse sua idade para ninguém). Enquanto a preocupação da maioria das suas amigas é com que roupa ir à matinê ou como se declarar para aquele garoto, você tem que se preocupar em parecer mais velha e responsável. Eu sei como é. Aliás, sei de muitas coisas, afinal, eu sou você no futuro, e voltei pra te dar alguns conselhos que podem mudar a sua vida. Tome nota:
 
1) Mergulhe mesmo no universo dos idiomas que você adora. Continue levando o dicionário de inglês para o banheiro (no futuro vai ter algo chamado iPad, você não vai mais precisar carregar esse trambolho para onde vai), estude, leia, e pode continuar indo ao aeroporto internacional para puxar papo com gringos. Não, você não vai trabalhar com isso pra sempre (ainda bem!). De qualquer forma, conseguir se comunicar em outras línguas vai te ajudar muito em algo que você verdadeiramente ama – viajar pelo mundo.
 
2) Se quer mesmo tanto fazer a faculdade de Moda, faça. Eu acho que você não deveria investir quatro anos nisso, mas já que quer tanto, tudo bem. No futuro você será editora de um grande site criado por você e pelo seu namorado (é, a relação com seu namoradinho de hoje não vai dar em nada), e saber escrever e se comunicar vai ser essencial. Mas olha, não seja tão responsável assim. Falte mais. Sabe aquelas aulas de Matem´tica que você detesta? Só frequente o necessário para passar de semestre, cabule o restante. E não precisa ficar decorando um monte de coisas para tirar nota 10 como você gosta. Desencane disso. As pessoas mais interessantes que eu conheço tiraram pouquíssimos ou nenhum 10 na vida.
 
3) Aliás, por falar em trabalho, agradeça muito por você ter nascido nessa geração. Você ainda nem imagina, mas em alguns anos, fará parte de um movimento global no qual as pessoas podem finalmente trabalhar com o que amam de verdade – e isso definitivamente não significa ter que fazer somente uma coisa durante a vida toda. Significa fazer algo enquanto estiver divertido, e depois passar para a próxima. Eu juro que vai ser possível.
 
4) Jamais tente ser normal. Pessoas normais são entediantes. Há uma frase que diz que se você está fazendo algo igual a maioria das pessoas, então você está no caminho errado. Não mande CV pra mesmas empresas que todo mundo, não queria trabalhar na mesma área que todo mundo, não leia os mesmos livros que todo mundo. Seja diferente. Seja você. É um dos maiores desafios da vida.
 
5) Por falar em livros, leia muito mais. Você adora ler e no futuro vai te sobrar muito menos tempo para fazer isso do que você gostaria. Seus amigos vão te chamar de nerd, mas não se preocupe: ser nerd vai ser algo extremamente cool no futuro, por mais que seja difícil acreditar.
 
6) Não tente se encaixar em nenhuma religião. Religião escraviza, espiritualidade liberta. A resposta para suas perguntas é extremamente simples, e não está nas igrejas. Está em você. Deus nada mais é do que o todo. Deus é o universo, a natureza, o cosmos. Você é parte dele e tudo está interligado. Você é Deus (DEUS = EU). Por isso, sempre que precisar de algo, fale com o seu Eu Interior. Todas as respostas estão dentro de você.
 
7) Você vai ficar ansiosa para ter um carro, mas relaxe – esse dia vai chegar. E você vai batê-lo três vezes antes de realmente poder se considerar uma motorista, vai ser inevitável. Na dúvida, redobre a atenção nos cruzamentos.
 
8 ) Sei que é difícil acreditar hoje, mas ter um cachorro realmente dá trabalho e vai, sim, sobrar para seus pais te ajudarem. Por isso, espere um pouco. Hoje eu ainda estou esperando pelo dia no qual terei bastante tempo e dinheiro para ter a casa dominada por eles. Esse dia vai chegar, prometo para a gente.
 
9) Continue enchendo o saco dos seus pais para ir morar fora. Vá mesmo juntando um dinheirinho e, quando surgir a oportunidade, vá. Vai dar tudo certo e essa experiência vai mudar para sempre quem você é. Só tenho uma dica: fique por mais tempo. A saudade vai passar, e quando voltar, as coisas estarão no mesmo lugar te esperando, mas a oportunidade, ah, essa não volta, meu bem.
 
10) Aliás, a vida é cheia dessas oportunidades que não voltam. Cada pessoa tem uma antena ligada com o cosmos. Se uma coisa passa por você e você não a capta, ela vai para alguém que está com o radar ligado. Esteja atenta aos sinais.
 
11) Tire da sua cabeça essa história de querer fazer cirurgia para diminuir os peitos. Relaxa. Eles podem parecer muito grandes agora, mas vão diminuir conforme você cresce. E pasme – no futuro, a moda vai ser ter peitões, e as pessoas vão pagar fortunas e se submeter a cirurgias para ter um par de peitos parecidos com o seu. Espere e verá.
 
12) Cozinhe. Fique mesmo no pé da sua mãe enquanto ela prepara quitutes. E pratique agora que você tem tempo. No futuro, esse vai ser um dos seus hobbies preferidos, e quem sabe você virá a trabalhar com isso algum dia. Aproveite que tem tempo e pratique.
 
13) Aliás, aproveite o tempo como a coisa mais preciosa que você tem. Vai chegar uma época na qual você vai ter dinheiro, mas não vai ter tempo, e vai lembrar do passado desejando que tivesse aproveitado melhor o ócio.
 
14) Corte o cabelo. Pare com essa neurose de choramingar quando o cabeleireiro corta mais do que você pediu. Se entregue. Você vai ficar linda de cabelo curto.
 
15) Só trabalhe aos fins de semana ou vire noites se for para um projeto seu. A vida é muito curta para fazer isso por outra pessoa. Aliás, você é competente demais para trabalhar para os outros, não permita que se torne somente uma peça substituível.
 
16) Descobrir do que gosta de verdade e o que faz o seu coração vibrar é um dos maiores desafios da vida. Gaste o maior tempo possível tentando chegar a essas respostas. Elas irão te livrar de uma vida medíocre.
 
17) Se alongue. Todos os dias. Principalmente as costas. Você vai se agradecer no futuro.
 
18) Você não precisa ter 53 pares de sapato e nem 18 calças jeans como suas amigas. Sei que você fica se comparando com elas, e se sente desleixada às vezes, fazendo com que queira ficar comprando roupas. Desencane disso. Você vai enjoar das roupas e não vai ter onde colocar os sapatos. Depois vai doar tudo. Em vez de gastar com essas coisas, coloque esse dinheiro num cofrinho ou poupança. Quando tiver juntado um pouco, pegue todo esse dinheiro e vá viajar. Você vai ver como vai se sentir mais feliz.
 
19) O universo gosta de movimento, portanto, mexa-se. Não adianta nada ter um sonho e não se mover. Não permita que seus sonhos fiquem somente no papel.
 
20) Não passe tempo demais longe da natureza. Você vai descobrir mais para frente que é através dela que consegue recarregar suas energias e se conectar com Deus.
 
21) Aliás, sabe todos aqueles remédios para bronquite, rinite, sinusite? Você vai poder jogar tudo fora quando sair de São Paulo e só assim vai descobrir que o problema não está em você, e sim no ar envenenado que tem respirado.
 
22) Não gaste tanto tempo tentando agradar seus pais. Seja grata e sempre respeitosa com eles, mas se livre das amarras. Eles acham que sabem o que é melhor para você, mas você é a única pessoa que pode ter certeza disso. Se tiver que escolher entre agradar seus pais ou a você mesma, fique com a segunda opção. Eles vão te amar de qualquer jeito.
 
23) Você vai conhecer vários caras legais durante a vida e alguns babacas (confie no seu sexto sentido para diferenciá-los). Todos eles vão te ensinar coisas, mas haverá um que vai te ajudar a transformar a sua vida e abrir os seus horizontes. Você vai conhecê-lo pela internet, num site chamado “Orkut” (mais pra frente você vai entender). Além de namorados e parceiros, se tornarão sócios e criarão, dentre outras coisas, esse site onde essa carta está sendo publicada em primeira mão. Por mais que as ideias dele possam parecer malucas, confie. Vai ser uma das experiências mais transformadoras da sua vida.
No mais, curta sua vida. Ela vai ser linda.
Beijos,
Você, daqui a 10 anos.