domingo, maio 10, 2015

Memories



                                 I dont want to live in the past, but just it makes me happy.

Jacqueline Moraes

Waves

É o som da mare que esbarra em meus delírios matinais.
Na obscura sociedade manipuladora e egocentrica,

Today,
I remember when we were in front of the waves,
magical like her eyes and soul.
The blue sky and calm energy.
And she said ''go, go to far away and you will find what are you looking for, but dont mistake where is your way.''
continued..
- ''The life is like the waves, come and down. sometimes you feel relax like that and after few seconds you can feel they so rude like a truck. Carefull with people, places, so whatever that can defragment your soul or lose your mind.''
- Why are you telling me about it? Something bad will happen? - I asked.
- No, so depends.  But you know are you not her just cause the case. Can you feel?

Yes, she was right!





Jacqueline Moraes





segunda-feira, abril 20, 2015

O trama da tecnologia


No começo da semana, resolvi apagar a minha conta num do mais cobiçado rede social da Internet: o tal do Facebook. Cheguei ao meu limite quando, senti que minha alma estava sendo fragmentada pelo superficial contato virtual. Percebi então, o descuido com minha alma.
Nos tornamos seres líquidos em que, sentimentos estão sendo substituídos por máquinas.
Pessoas solitárias tendem a se expor cada vez mais suas intimidades nas redes sociais, pelo simples desejo inconsciente da aceitação - interpessoal.
Sou antiga, valorizo o contato visual. Por trás da tela, as pessoas supostamente "te adoram", mas quando você as encontram, se  permitem que suas almas sejam trocas por símbolos e códigos atrás da tecnologia - consequentemente se tornam outras. Não aguento mais isso, durante os 30 minutos que ativei a minha conta, percebi como todos estão desesperados - como animais em caça em busca de seu sustento- por aquilo que não as pertence mais; o amor.
 Agora  desliguei-me. Sinto a paz penetrando em meus pulmões. E também, o cheiro da cidade e da chuva lá fora. 
Refugi desse monopólio de extrema “felicidade”. Deixamos de viver a nossa vida, para casualmente verificar dos nossos contatos na timeline. Mesmo que um dia deixarei me levar por tudo isso novamente. Mas por hoje, chega!

Vá apreciar uma xícara de café, mas longe..longe daqui!



Jacqueline Moraes (24/09/14)

sexta-feira, abril 17, 2015

Meu guia;


De repente, larguei tudo que me prendia em meu passado.
Assim como você fez, segui meu caminho.
Escolhemos rumos diferentes; amadurecemos e deixamos a juventude para trás.

Ainda lhe sinto em meu coração, aonde quer que eu vá...
Não é paixão e nem amor, é algo sem explicação.
De alguma forma, sempre estaremos ligados um ao outro.

Quando me sinto no escuro, as memorias vem a tona,
elas me dão forca. Se consegui caminhar ate aqui sem você,
sei que conseguirei me levantar novamente.

Um dia, iremos nos esbarrar por ai;
no teatro, no cinema ou numa mesa de bar.

Jacqueline Moraes


sábado, março 28, 2015

O albergue

Já era 10 horas da manha quando olhei para o visor do celular. Tive a noite mais tranquila dos  últimos 5 dias na terra do Tio Sam. Como as nuvens de algodão, foi o meu sono.
O sol iluminava as beliches de madeira rústica ao meu redor. Ao lado da janela, o espanhol arrumava tranquilamente a sua bagagem, provavelmente iria embora logo.  À esquerda, um rapaz aparentemente de origem árabe roncava estrondosamente - ao qual havia me despertado diversas vezes na madrugada - tentei colocar o travesseiro para abafar um pouco o barulho.
Click click..- era o Inglês teclando em seu smartphone. Olhei para cima, e seus olhos continuavam esverdeados como a sua manta. '' Good Morning, Jackie'', '' Good Morning, Sam!''.
Ainda estava deitada. Minhas pernas continuavam exaustas ao qual mal podia esticá-las mas, era hora de partir. O voo para Orlando seria as 16h e, ainda tinha 3 horas para perambular da Grand Central ate  a ponte do Brooklin.

Jacqueline Moraes