domingo, março 30, 2014

Domingo de manhã


Domingo de manhã.
Se foram os tempos que neste momento,
eu estaria em algum ônibus, trem ou metrô.
Eu poderia estar conversando com pessoas desconhecidas
tentando decifrar o mapa de ponta cabeça,
ou comendo aqueles salgados de microondas.

Domingo de manhã,
O sol ardente e efêmero lá fora,
os pássaros cantando como se fosse a ultima vez,
o vento balança meu cabelo.
Vento sul, vai chover.

Domingo de manhã,
como de costume, compro meu jornal matinal e
faço o meu café com panquecas.
Primeira manchete  sobre a estúpida politica brasileira,
tento bolar algum plano para melhorar este pais, sei que será impossível.

Domingo de manha.
No auge dos 22 anos, e,
só quero a tranquilidade do Domingo
Talvez chamar alguns amigos  parar papear,
ou apenas ler um bom e ouvir  Elvis.
Separar brinquedos  e roupas para doar no Orfanato,
é o que eu preciso fazer.

Jacqueline Moraes
 

sábado, março 29, 2014

Encantador

Você já ouviu falar de Kevin Richardson?
Ele é um sul-africano, pesquisador do comportamento animal que ficou famoso por sua aproximação e afinidade pouco comuns com algumas espécies consideradas extremamente perigosas.
Chegando onde nenhum homem antes chegou, ele foi capaz de interagir com essas “feras”  sem necessidade de provocar medo ou submissão aos animais.
 
 
Muito mais que isso, ele foi  o elemento principal do vídeo que o Jardim do Mundo mostra para você a seguir, ao participar de um projeto que viabiliza as pessoas um contato e uma perspectiva nunca antes descritos ou registrado.
Embarque em uma viagem rumo a África-do-Sul e abraçe leões como gatinhos de estimação em um documentário produzido e filmado exclusivamente com uma câmera de aventura gopro.
 
 

‘Mães mochileiras’ levam filhos para viagens de aventura pelo mundo

 
Elas estão acostumadas a sair pelo mundo com a mochila nas costas, percorrendo destinos exóticos, dormindo em campings ou albergues da juventude, comendo na rua e fazendo passeios culturais ou trilhas de ecoturismo. Quando os filhos nasceram, resolveram não abrir mão desse estilo de vida e transformaram os pequenos em companheiros de aventuras.
Junto com as suas “mães mochileiras”, Felipe, de três anos, Amelie, de um ano e meio, e Enzo, de sete anos, viajam nesse esquema desde bebês.
Os destinos que eles já conheceram vão desde os vizinhos Argentina, Peru e Chile até os mais distantes Aruba, Nova Zelândia, China, Índia, Rússia e Laos. Conheça as histórias dessas três famílias viajantes.

Felipe tem apenas três anos, mas muitas histórias na bagagem.

Aos 11 meses, ele deu seus primeiros passos em um museu de Bogotá, na Colômbia.
O menino passou o aniversário de 2 anos dentro de um trem na ferrovia Transmongoliana, que vai da Rússia à China. Aprendeu a cumprimentar falando “ni hao” na China e “namastê” no Nepal. Andou de elefante na Tailândia e no Laos e de riquixá na Índia. Deu comida para girafas na Nova Zelândia e brincou com crianças nômades na Mongólia.
Ao todo, ele acompanhou os pais para 26 países. As aventuras das viagens em família são contadas no blog “Felipe, o Pequeno Viajante“.
Felipe fez a primeira viagem com apenas 15 dias de idade. Foi para o Uruguai, que faz divisa com a cidade onde a família mora, Jaguarão, no Rio Grande do Sul.
 Cláudia diz que levar o filho foi uma ótima experiência. “Quando você viaja com criança, as pessoas se abrem muito mais. Você convive mais com os locais, ganha logo a confiança. 
No ano passado, o casal alugou um motor home e passou 40 dias viajando com Felipe pela Austrália e pela Nova Zelândia. Os próximos planos são levá-lo para esquiar em Ushuaia, conhecer a África e fazer uma grande viagem pelos Balcãs, visitando destinos como Kosovo, Sarajevo e Macedônia. “Tenho até medo de que, quando ele crescer, se sature de tanto viajar”, diz Cláudia.
 
 

De mochila pela América do Sul

O nome bem-humorado do blog da fotógrafa Ana Amaral, 32 anos, diz tudo: “Mãe Mochileira, Filho Malinha”. Desde que tinha 3 anos, Enzo, o “filho malinha”, acompanha Ana e o marido nas aventuras pelo Brasil e pela América do Sul.
Sua primeira “mochilada”, como define a mãe, foi para o Chile e a Argentina. Ele também já acompanhou os pais ao Peru e para várias praias, principalmente no Rio Grande do Norte, onde moram.
Programas escolhidos especialmente para agradar ao filho foram incluídos nas viagens. Na Argentina, por exemplo, o show de tango foi substituído por uma visita ao “Museo de los Niños” (Museu das crianças). No Chile, a família foi a um zoológico, e em Lima, a uma ilha de pinguins.

 
Mas certas coisas não mudaram. “A gente não fecha nenhum roteiro, não faz agenda. E também não me preocupo muito em manter a mesma rotina, horário de dormir, de comer. É uma situação diferente, atípica, então eu libero algumas coisas”, diz Ana.
Ana diz que, quando começou a viajar com o filho nesse esquema, as pessoas estranhavam. “Elas acham que ele iria atrapalhar e não iria se lembrar de nada depois, mas não é verdade.”
Para ela, a mentalidade dos brasileiros está começando a mudar. “Uns anos atrás, viajar assim era algo bem europeu. Lá você vê pai com bebê de colo amarrado na mochila. Mas agora o brasileiro está acordando para isso e vendo que não precisa deixar a criança em casa para viajar, mesmo que seja de mochila.”
 
Viajante experiente, Fabiana Guimaro, de 31 anos, adicionou recentemente um item à mochila: a pequena Amelie.
Fabiana e o marido, Eder , compraram uma mochila semelhante à que usam para carregar a bagagem – e que já os acompanhou em uma volta ao mundo de 2008 a 2010 – especialmente adaptada para levar crianças.
A caçula desta reportagem, que tem menos de um ano e meio, viaja com os pais desde os dois meses.
Ela já passou o Carnaval no Espírito Santo, passeou nas praias de Ubatuba (SP), São Miguel do Gostoso (RN) e Aruba (no Caribe) e fez turismo ecológico em Brotas (SP), onde ficou hospedada em um albergue da juventude – os pais queriam acampar, mas choveu e preferiram uma opção mais confortável.
Depois que Amelie nasceu, Fabiana fez algumas adaptações na rotina de mochileira. Incluiu programas infantis no roteiro e observa a disposição da filha. “Tem que respeitar o limite da criança. Não adianta querer levar para passear se ela estiver morrendo de sono”, diz.
Mas a mochileira consegue manter muitas das atividades que sempre curtiu. Fazer trilhas e ir a cachoeiras, por exemplo. “A mochila é tão confortável que dá para caminhar uma ou duas horas seguidas. Ela até dorme”, diz ela, que conta as aventuras da família no blog “Quatro Cantos do Mundo”.
Para Fabiana, “são os filhos que se adaptam aos pais, e não o contrário”. E ela garante que Amelie curte as experiências.
“Ela gosta. Quando vê a cadeirinha, já pede para entrar porque sabe que vai sair para passear. E ela fica tranquila no avião, mesmo em um voo mais longo”, afirma.
O próximo destino da família é Pirenópolis, em Goiás. Eles também querem viajar por 30 dias pelo interior da Austrália no fim do ano e, no futuro, pretendem fazer outra volta ao mundo com Amelie.
“Isso quando ela tiver uns 8 ou 10 anos de idade, para poder entender e curtir mais. Ela vai ter que ficar um tempo fora da escola, mas vai aprender tantas outras coisas diferentes que vale a pena”, diz Fabiana.
Fonte, G1


terça-feira, março 25, 2014

O tempo


Por algum motivo desconhecido fui parar nos primeiros posts publicados aqui no blog. Mais de quatro anos se passaram desde o dia que resolvi desabafar pro mundo o que apertava meu peito e não me deixava dormir. Eu ainda lembro os motivos, geralmente tenho que falar sobre isso quando me perguntam como tudo começou, mas é estranho imaginar que um dia fui aquela garota. Somos Jack's completamente diferentes agora.
A melhor – e também pior – parte de escrever é que você nunca se livra completamente de um sentimento ou pensamento. Eles ficam eternizados ali, esperando alguém que tá passando por aquilo ler e se identificar. Isso é legal. Esperando você voltar só pra jogar na sua cara o quanto aquela era uma versão easy dos verdadeiros problemas que surgiriam na próxima esquina.
Sei que os dramas da adolescência vão se dissolvendo aos pouquinhos nos compromissos e obrigações da vida adulta, nas experiências e desilusões, mas é sempre um choque voltar lá no começo e lembrar que um dia a gente viu a vida daquele jeito e jurava, de pé junto, que sabia das coisas. Que amava de verdade. Que tinha todas as respostas. Um plano infalível pra realizar todos os nossos sonhos. Pfffff.
Não vou mentir. Dessa ingenuidade eu realmente sinto falta. As coisas são mais simples quando você não tem a menor ideia do que tá fazendo. Sem lembranças ruins a gente não tem o que temer, né? As músicas são só músicas. As ruas são só ruas. A hora de dormir é a hora de dormir e pronto.
Às vezes penso que eu costumava ser mais corajosa e impulsiva. Outras horas percebo que aprendi a me preservar mais. Drama dá audiência, mas eu já não quero fazer tanto barulho. Agora é mais difícil lidar com algumas coisas porque tá tudo mais exposto. Minhas prioridades mudaram. O sentimento, matéria bruta de parte do meu trabalho, tá escondido num lugar onde é difícil pra caramba de alcançar. Sei que em algum momento eu mesma o coloquei lá, então tento não colocar a culpa em ninguém. Todo mundo tem um esconderijo. Ele só vai ficando mais cabalístico com o tempo. A sorte é que algumas pessoas não desistem nunca de nos ajudar a chegar lá. Nunca estamos completamente sós. Ainda bem!

sábado, março 22, 2014

Mulher sai pelo mundo viajando de bike

Uma mulher, um sonho e 13 mil km de bicicleta por seis países da América Latina. Essa é não só a ambição como a ação de Carol Emboava, criadora do projeto Giramérica que, como ela mesma descreve, “é mais que uma viagem ou um evento esportivo, é um sonho que vem tomando forma há alguns meses”.
A aventura de bike começou em agosto de 2013, quando Carol resolveu tirar férias de um ano e viajar, saindo do Brasil, passando pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e terminando no Peru. A pesquisa é extensa e ela afirma que todos os dias se vê perdida entre mapas, Google maps, guias e livros, buscando informações e tentando planejar ao máximo essa longa viagem.
Carol saiu para viver ao extremo, presenciar paisagens maravilhosas, ter surpresas, sentir a chuva, ver o pôr do sol, fazer amigos no meio da estrada e até aprender a cozinhar, como na Estancia Cameron, que fica na Terra do Fogo, onde ela fez pães.
Atualmente, a ciclista está curtindo Ushuaia, na Argentina, e seu diário pode ser acompanhado no Facebook, neste link. Veja algumas das fotos que rolam por lá:
 










“Porque um dia é preciso parar de sonhar, tirar os planos das gavetas e, de algum modo, começar” (Amyr Klink)
Fotos por Carol Emboava