As pessoas vagamente me olham e me perguntam. "Porque você ainda não entrou na faculdade?, a minha vontade é de dizer, " você vai pagar?". Mas eu mantenho a calma, e simplesmente digo que ainda não chegou meu momento, e sinto que nem faculdade irei fazer.
É normal de todo adolescente quando esta para terminar o Ensino Médio, se sinta perdido. Afinal estávamos em baixo da asa dos nossos pais, e a maioria dependendo completamente de tudo.
Eu por um momento pensei em fazer pro uni e toda aquelas coisas, mas não iria prestar Moda, se for para mim me formar no curso dos meus sonhos, será para ser a melhor me focar completamente, mas não eu ia fazer Turismo.
Nada planejado se concretizou, no fim comecei a fazer curso técnico de moda, foi bom? foi maravilhoso, um ano de mega correria, indo e vindo de Mogi a São Paulo.Me realizei. As vezes eu só pensava, mas sem sentir -" Como eu aguento esse muco - vuco todo santo dia?" - percebi que quando você gosta de uma coisa mais que qualquer coisa, não importa quantas milhares de pessoas de empurram na estacão de trem, ou quando quase te pisoteiam na estacão do Brás para pegar o metro sentido Barra Funda, ou o pior, fazer transferência na estacão de guainazes - puta de uma palhaçada, vou te falar viu.
Deus é incrível nos caminha certinho para tudo que deve ser, no fim terminei meu curso em um ano, e começei na mesma semana trabalhar na Agencia de modelo. Modelo? não nunca foi meu propósito. Eu comecei de pequeno, como caça talentos em um mês fui promovida como Produtora. Acho que me dediquei exclusivamente para isso, não consigo pensar pequeno, se eu começar pensar pequeno, chame a polícia e os bombeiros que eu não estou bem.
Trabalhei que nem uma camela sem ver, afinal para se bater meta em muito pouco tempo, meta minha. Eu amava aquilo, o ar de correria e pensar que você mesmo faz seu salario com seu esforço sem pensar o quanto o governo vai te tirar no final do mês incrível. Meses depois, tive que me mudar para outra cidade, Limeira, é foi algo extremamente difícil, eu namorava. Não importa, eu bati o pé "eu vou, você querendo ou não, a não ser que você me reembolse uma boa grana no final do mês"- pensei e acho que falei isso também não me lembro, fiz questão de deletar esse episódio de discussão.
Mas também eu acho que fui louca o bastante, para dizer para todos que em 4 dias eu simplesmente iria me mudar de cidade, e morar "quase sozinha". Foi a melhor e pior decisão que tomei, pior por causa da agonia de estar sozinha, sem amigos para sair e as pessoas que amava e amo longe de mim, e o lado ótimo é a indepencia, viajar toda semana para longe apenas com uma mala e com o coração apertado sobre a decisão. O lado bom, de você notar que independente o quão longe você esteja, o melhor é correr atrás dos seus objetivos e sonhos. Mesmo que não foi tanto assim, mas meu coração gritou para mim ir, acho que isso tinha um propósito, e tinha mesmo.
Mas costumo acreditar que tudo que é bom, acaba. Fui promovida como gerente, fiquei mega feliz, uma grande responsabilidade inclusive, mas infelizmente bancar com todas as despesas de uma cidade rica como Limeira, não era meus planos, berando aos 6 meses mudei para a agência de Piracicaba. Não era a mesma coisa, o trabalho mais arduo, tudo longe e as "pessoas", como tem gente invejosa nesse campo. Não deu mais, tinha me esgotado completamente e em oito meses, volto para Mogi, ou melhor uma semana depois que fui parar no Nordeste, não quero falar muito desse episodio. Mas voltei mesmo definitivamente para minha cidade natal, voltei com aquela sensação de missão comprida, voltei outra pessoa, e vi que essa small city, não e não! Não é minha vida, o mundo é mais, vim como uma outra visão sobre as coisas, mais madura, concertea. As pessoas mal me reconheceram quando você sai da zona de conforto e simplesmente se Vira para tudo Sozinha aos 19 anos, você muda, sua mente abre e não se questiona tanto mais sobre as dificuldades.
Consegui dois empregos dos meus" sonhos" da época, não tenho o que reclamar, ao mesmo tempo a vida me deu uma boa de uma lição, uma lição muito rápida inclusive.
De repente um baque, aquele romance desde os 17 tinha se acabado, puft, e vou la eu, pela terceira vez em meio ano recomeçar completamente.
E dai me pergunto, será que se eu tivesse entrado na faculdade, eu teria toda essa bagagem de conhecimento? Não, mas não mesmo. Eu ainda seria aquela menina bonitinha e fofa, sem saber muito sobre a vida, e com medo e pensando o que seria de mim quando terminasse a faculdade.
E uma das minhas mais árduas experiências, e ao mesmo tempo das mais belas, as mais frustante em toda minha vida, 2012 foi o ano de auto conhecimento, por completo.
Foi tomada a decisão: Viajar pelo mundo, independente como e onde e porque.
Tudo se liga, é isso que vou fazer da minha vida, não estou me importando quando vou me formar na faculdade e ter um diploma, não estou me importando quando vou me casar e ter filhos, não estou me importando sobre o que minha família pensa, não estou me importando em mais nada, esse é meu sonho e o mais forte de tudo, desde infância e que demorou pra mim descobrir.
Um dia eu voltarei a ter uma vida Normal como a sociedade impõe, e sim concerteza, mas não agora. Meu passaporte vence em 2017, quem sabe logo depois disso? não sei, cansei de fazer planos, todos os meus nunca deram certo, nunca dão certo por que a vida lhe encaminha o que é melhor. Mas Mogi, não é minha cidade, desculpa.
Quanta turbulência, mas a partir de agora só quero pensar em aviões, navios, bicicletas e mochilas nas costas.
Vou fazer do meu filme, o meu e não oque as pessoas dizem o que é certo ou errado.
Quem ama, entende isso.
Jacqueline Moraes
Preciso escrever, tenho tanta coisa a dizer. Tantas coisas que aconteceram esse meu livro que não sai apenas de algumas paginas, ou paginas são escritas em aletorio, sim preciso botar tudo em ordem e a cabeça no lugar também sobre muitas coisas. São 3:43 a.m., e não consigo dormir.
Gostaria mesmo que você estivesse aqui me dizendo qual seria a melhor maneira de encarar isso, gostaria mesmo de sair da frente do computador e fazer algo para me distrair. Pena que não tem balada de rock as terças- feira. Pois bem, não era disso que eu precisava mesmo.
Acho que eu preciso dormir, e essa minha fascinação por escrever continua, estou gostando.
São apenas dois minutos para digitar, nada pode ficar em branco.
E não vou lhe prometer, mas digo que vou tentar descrever o que me perguntou no Domingo.
A real, essa foto descreve como eu queria estar agora.
Jacqueline Moraes
Ha mais ou menos umas duas semanas, parei de sair tanto como antes, parei de frequentar a academia todos os dias e pelo menos uma vez por semana eu falto na aula de natação. Parei ate mesmo com minha ironia de regime e ser saudável. Estão sendo as semanas mais punk da (correria), preenchimento do meu App, alguns dias atrás andei breando umas 4 horas numa quarta feira de 35 graus, na cidade inteira correndo atras de autenticações de documentos e exames médicos.
Os favoritos do meu computador, agora possui inúmeros blogs de brasileiras que for para os Estados Unidos como obvio - Au Pairs, algumas publicam semanalmente ainda.
Os momentos que tiro para relaxar é na madrugada em casa ou na academia, mas mesmo assim eu não paro de pensar sobre tudo isso, talvez seja um grande defeito mas refletido como uma qualidade, de não querer deixar nada para depois, consequentemente tudo virar uma bola de lã. E a cada dia que passa, sinto como se eu estivesse perdendo alguns dias de vida e outros que estou para começar uma outra completamente diferente, é um sentimento estranho, que eu gostaria mesmo de decifrar tudo isso.

O que me deixado um pouco estranha ( não sei a palavra para descrever esse sentimento), é que sinto que estou sendo chata com as pessoas ao redor, pelo fato de ter saído do emprego, larga estudos e tudo mais, meu único (assunto, não necessariamente) esta sendo a minha ida, então sinto de verdade que todos estão cansados desse assunto, cansados mesmo de ver eu ansiosa e de as vezes do nada eu sair falando em inglês principalmente quando sai a galera e eu acabo meio alegre, ai nem o português eu lembro mais, e acabo concluindo tudo na base do inglês e falando sobre o mundo.
Mas a cada decisão tomada, exige uma certa maturidade de si próprio existe não apenas coragem mas como desapego total. O único desapego que não deve se manifestar, é o de si próprio.
A ansiedade de voltar como missão cumprida também grita, assim como quando eu começo a cantar no meu quarto aos gritos de cantoras pop com o controle da tv na mão; em pé em cima da cama. Para cada missão cumprida vou fazer uma tatoo, onde cada uma terá um grande significado, de desapego, de Aventura, aprendizado, amadurecimento, pessoas.
E porque não fazer isso agora? aos 21 ja passei por coisas, que se encaixam nessas palavras. Sim passei por muita coisa, mas nada o suficiente para tamanho sacrifício e não foram sonhos e muito menos que necessitaram tanto de mim mesma em todo processo. Ha três anos falo sobre a minha tatoo do cabide, antes era no pulso e agora resolvi que vai ser na nuca. Engraçado como nossos pensamentos mudam constantemente, eu jurava que só ia corta o cabelo( atual) quando eu terminasse a faculdade e a tatoo também No fim, já cortei, já pintei e a tatoo acabaram sendo consequência pelo mesmo motivo.
Eu me coloco limites sobre minhas decisões constantes, e uma tatoo é algo que nunca mais vai sair do seu corpo, e só fazer por vontade ou rebeldia pra mim, ficaria meio vago. Quero que tenha um grande significado, como se fosse um certificado das mais pelas experiencias e sonhos da minha vida. Algo que vai me mudar como pessoa e deixar marcado no fundo da alma, e acho que não tenho motivo melhor para dizer que será em relação aos 4 continentes do Mundo. Não devo fazer na conclusão de todos meus sonhos, ate porque são muitos.
Sou independente, sempre fui desde meus 6 anos, fui criada pro mundo. Fico ate que feliz por ouvir criticas sobre minhas decisões e não ligar para todas delas, ate gosto - querendo bem ou mal, isso me torna forte- gosto de coisas difíceis e obstáculos Mas uma coisa é certo, nada disso eu consigo sozinha meu amigos me ajudam. Uma pessoa em especial tem me mostrado a visão sobre isso, a estrada ou ate mesmo se sentir num jogo de guerra, sobre as gotas vindo a 45 graus de angulo sobre o parabrisa do carro, na dutra.
Serao paginas? Nao sei, mas precisava escrever.
Jacqueline Moraes
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Mochileiro no alto de uma montanha fazendo o que os mochileiros mais gostam: apreciando a vista! E que vista, não? Mochileiro é aquele que viaja por aí não necessariamente com uma mochila nas costas - no caso dos mais preguiçosos, das mulheres vaidosas e dos que tem problemas de coluna, utilizando uma mala de rodinhas -, mas que sempre tem um orçamento mais baixo e não viaja por agências de turismo. Faz o seu próprio roteiro, compra as passagens, organiza tudo. Ajuda de terceiros, só antes, porque durante a viagem só o seguro pode salvar se algo der errado. O mochileiro é fácil de lidar. Aliás, não posso dizer por todos, mas pela maioria. São pessoas alegres, super bem dispostas e extremamente comunicativas, que, mesmo quando vão para um lugar onde não saibam falar um mísero "bom dia", conseguem se virar e manter o espírito do passeio. Com eles não tem tempo ruim, definitivamente. Podem estar fazendo 40 graus naquele sol de matar ou 10 negativos, que nada atrapalha. É claro, uma dor de barriga por causa da comida "exótica", um mal de altura ou nevascas podem acabar furando a programação. Mas mal de mochileiro é coisa rápida, é só aparecer algo incrível na programação que o problema é deixado de lado e a viagem volta a ser aproveitada. Podem estar em duplas, grupos ou "sozinhos". Sim, "sozinhos" entre aspas, porque mochileiro que é mochileiro sempre faz amizades pelo caminho e acaba tendo companhia em partes de seus trajetos. Aliás, mochileiro que é mochileiro nasce num país mas tem a alma de todos os outros, a alma do mundo. Os mochileiros buscam cultura, crescimento intelectual, amizades, histórias pra contar. São aqueles que conseguirão cativar a atenção dos seus netos quando forem contar o que viveram. Mochileiros se orgulham do que são. Sem luxo nem lixo, mas com muita paixão. Ser mochileiro é isso, viver de emoção!
Jacqueline Moraes
As vezes me sinto meio atrapalhada, nesses ônibus que tem duas portas. Dei o sinal, não estava muito apresentável para descer as 23h45 da noite, saltos alto(bem alto), uma leve saia preta - a qual foi minha criação- blusa de renda beje , combinando com um leve casaco e uma bolsa, não sei ao certo a cor dela um verde com amarelo ou beje. sei que é tudo junto. Quase perdi o ponto do ônibus pois tinha parado em porta errada, ja estava meio alegre, bêbada - não sei ao certo- pois bem, dei um berro " motorista vai descer". Me senti aquele povinho que pega o ônibus todos os dias, nada contra claro, mas vou te falar que gente sem classe.
Correndo de hight hells( salto alto), a calçada dessa cidade não é muito confortável , me senti num verdadeiro filme americano onde a donzela corre de salto atras de alguma investigação secreta e ainda assim olhando pra trás para ver se não tem ninguém Pode-se ser meio engraçado, enfim não faz nem meia hora que presenciei isso.
Não estou bebada, alias não sei como estou me sentindo, não bebi muito apenas um " sex on the beach", omg' odeio o nome dessa bebida, primeiro o "sex"e segundo mista com uma das maravilhas dos meu gosto pessoal, "beach" e isso não se combina. Gostaria mesmo de saber quem foi que inventou essa bebida talvez um homem ou uma mulher, que estava literalmente brizando olhando para a maravilha da praia.
Ai e esse arrependimento de não ter comprado aquele hot dog da praça, mas minha preguiça de atravessar a rua falou mais alto, coisa feia. Agora me resta essa maça olhando para minha cara como se fosse a unica coisa do mundo, e eu aqui ouvindo uma musica romântica na radio rock, odeio musiquinhas românticas, dá a simples sensação que a vida não muda, que a vida não roda, que a vida é a mesma cosia linda. Mas a vida é linda sim, mas tem que ser com os pés no chão, Desculpa baby, mas hoje estou mais ciente de mim em relação a essas coisas.
Drink a lot? isso não combina comigo, sou fraca para quaquer tipo de coisa, ate com agua eu fico bebada. Então ja da para ter noção, quem ler isso vai me achar meio maluca, não ligo, não ligo para que as pessoas falam ou pensam ao meu respeito afinal a unica coisa que vamos levar dessa vida ao os sentimentos e o prazer de tudo que vive, assim que me sinto, sabe ja liguei tanto para coisas banais e sem sentido de serem discutidas , e hoje eu penso que a unica que importa nessa vida é ser feliz, independente de tudo temos que nós amar.
Minha vontade é de escrever ao menos umas 15 paginas, dizem dos aconteçimento passados, tanta coisa divertida, engraçada e novas experiencias divinas, ainda irei falar sobre isso, mas não hoje. Fico aqui entao com minha critica de analize sobre a vida e principalmente as pessoas.
#Nota do dia: estou extremamente arrependida de não ter falado com aquele Americano, Australiano que vi hoje, um olhando pro outra, mas sem falar um 'A', poque eu sou assim meu Deus? é uma atitude que tenho que tomar coragem, e botar my english course in pratic, i't's corretc? I don't no.
Obrigada amigos pelo dia, e obrigada mais uma vez a todos que tem feito do meu dia, como se fosse o unico e mais inesquecivel. :)
Jacqueline Moraes